Publicado às 04h desta sexta-feira (20)

Após o rumores de rompimento com a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, o vereador Vandinho da Saúde, disse que pode estar sendo vítima de perseguição na Casa Joaquim de Souza Melo. Os cargos indicados pelo parlamentar já estão sendo exonerados pela prefeita, e a surpresa, segundo ele, é que o presidente da Câmara, Ronaldo de Dja, lhe destituiu da presidência da Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final, sem qualquer comunicação prévia. Em conversa com o Farol, o parlamentar disse não entender o ato isolado do presidente.

“Hoje eu recebi uma notícia que me deixou um pouco pensativo. Eu faço parte dessa comissão, que é permanente, uma das maiores da Casa Legislativa, onde todos os projetos de lei passam por ela. Um projeto de nomeação de rua, ou um projeto de grande magnitude, por exemplo, o projeto de reajuste do piso salarial. Então, eu como membro fui surpreendido, a comissão tem indicação no início da legislatura pelo líder do partido, pela representatividade do partido na Câmara. Aqui temos quatro siglas com representação, o PP, o PT, o Patriota e o Avante”, disse Vandinho, reforçando:

“Então, o Patriota ficou com a comissão de Legislação, Justiça e Redação Final, e eu como líder do partido fiquei como presidente da comissão. E eu fui surpreendido hoje, por um advogado, um procurador da Câmara. Liguei para saber como tinha sido, pois não pude estar presente na reunião da comissão por estar doente, fui surpreendido com a informação que eu não fazia mais parte da comissão. Eu indaguei o porquê, por qual motivo? E ele explicou que o presidente da Câmara tinha baixado uma portaria e me destituiu da presidência da comissão, uma das maiores e mais importantes. E disse ainda que nomeou China Menezes para o lugar e eu teria ido para a vaga de China na Comissão de Ética, comissão que é usada pouquíssimas vezes. O que estou questionando é a minha saída da comissão”.

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COMBATE À PERSEGUIÇÃO

Ainda durante a entrevista, por telefone, Vandinho da Saúde afirmou que vai procurar o presidente Ronaldo de Dja, para entender o que estar por trás da decisão nada democrática, uma vez que a sua presença na CLJ está abonada pelo Regimento Interno da Câmara.

“Eu que sou um parlamentar exemplar, nunca faltei uma reunião de comissão, com excessão de hoje por estar doente. Sou um parlamentar assíduo, procuro analisar os projetos de lei que são tramitados na comissão, sou um parlamentar que sempre cobrei o correto. Quero acreditar que não esteja sofrendo nenhuma retaliação por esses burburinhos que estão na cidade de um possível rompimento com a Prefeita Márcia Conrado”, explicou, citando como exemplo a análise de um projeto de lei dentro da comissão, sem a sua participação.

“Cheguei e notei o clima meio assim, estavam com dois projetos de lei do executivo. Para ser votado com urgência e urgentíssimo. E me falaram que esse projeto tinha sido retirado de pauta no passado e precisava ser tramitado na comissão, e eu perguntei se tinha tramitado. Me disseram que não, e falei que na quinta-feira a gente vê, examina. Tive o cuidado de pedir uma cópia do projeto, levei para minha casa. Tramitou hoje [quinta-feira] nas comissões lá e o que é que acontece. Quando eu ligo para os advogados que fazem parte das reuniões das comissões, eles me informam que eu estou fora da Comissão e Legislação e Justiça. Que eu não sou mais o presidente e quem passa a ser o presidente é China Menezes”.

Afirmando que ficou preocupado, o vereador disse que está tranquilo, mas deseja saber o que está por trás de uma decisão considerada arbitrária. “Eu fiquei triste, preocupado. Confesso que estou preocupado, porque eu estou querendo acreditar que isso não seja retaliações e nem perseguição política com a minha pessoa. Estou tranquilo, calmo, sereno. Entreguei nas mãos de Deus e eu costumo fazer minha orações, costumo entregar nas mãos de Deus e estou pedindo a direção a Deus, como eu vou fazer. Triste, mas firme nos meus pensamentos e posicionamentos. Eu acredito que fui destituído da comissão naquele dia, a portaria foi batida no dia 16 de maio de 2022, naquele mesmo dia da reunião. Não estava sabendo de nada, nem o presidente me falou, nem o vice-presidente Gin Oliveira me falou, nem o secretário da Câmara, o vereador José Raimundo do Filho, nem a segunda secretariá, Alice Conrado”, lamentou.

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