A tragédia da família Valentina em ST não é um caso de ricos contra pobres

Por Giovanni Sá, editor-geral do Farol

Não hesitei em nenhum momento em me posicionar sobre esta tragédia que envolveu as famílias da menina Valentina Nogueira, neste final de semana, em Serra Talhada. Após um acidente, numa loja da família, Valentina de apenas 8 anos, sofreu queimaduras em cerca de 45% do corpo, mas atingiu pontos vitais como o rosto e a garganta, e morreu, após sofrer uma parada cardiorrespiratória no Hospital da Restauração, em Recife.

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O sepultamento da pequena Valentina aconteceu neste domingo (12), no cemitério de Serra Talhada. E foram momentos de fortes emoções.

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Optei me pronunciar, nestas mal tecladas linhas, por provocações de parte dos leitores. Sim, vocês que acendem o Farol. Não há verdade absoluta, e este não é um caso de embate de ricos contra pobres. Por cerca de três dias, parte da opinião pública cobrou do Farol, seja nos comentários, ou nas redes sociais, porque não se tinha a cobertura ou nenhuma informação sobre a funconária da empresa, que teve as mãos queimadas durante o acidente que matou Valentina. Então, já afirmavam que a cobertura não era feita por ser apenas uma trabalhadora.

O problema das pessoas, em sua maioria, é fazer julgamentos, e sem dó nem piedade, partir para condenação. Os comentários, que a maioria coloquei no lixo, verbalizavam que o Farol só falava da dor da família Valentina, o que achei de uma grande crueldade.

Apurei com algumas fontes, e não há nenhum membro da familia da Valentina que condene a funcionária. Foi um acidente, e as informações dão conta que a fucionária teve queimaduras nas mãos (com a palavra a família).

Esta não é e nunca será uma  luta de classes.

Respeitem a dor da familia da Valentina, que se foi, e ajudem a funcionária, também vítima na tragédia. Só isso. É simples assim. Isto não é uma guerra entre pobres e ricos. Quem pensar assim, é doente, e que Deus tenha piedade. O que precisamos ter, daqui pra frente, são palavras de apoio à família Valentina, e aconhego, para que a colaboradora envolvida na tragédia, retome seu posto de trabalho. É a vida, da qual a morte é protagonista! Só isso!

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