Aliados de Flávio Bolsonaro afirmam que candidato não deverá abrir sigilos, informa colunista
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Do JC PE

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, não deve aceitar a proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico. A informação é do colunista Túlio Amâncio, do SBT News, que ouviu integrantes da campanha do candidato do PL nesta terça-feira (20).

Segundo o colunista, aliados de Flávio classificam a iniciativa de Lula como uma “armadilha” eleitoral e avaliam que a proposta poderia provocar desgastes para o senador nos últimos dias da campanha do segundo turno.

Continua depois da publicidade

De acordo com os integrantes da campanha ouvidos por Túlio Amâncio, a abertura dos sigilos não acrescentaria informações relevantes ao debate eleitoral, que termina no próximo domingo (25). Na avaliação dos aliados, a divulgação dos dados poderia motivar novas ações ou pedidos de investigação, sem tempo hábil para uma apuração aprofundada antes da votação.

Os fatos de Serra Talhada e região no Instagram do Farol de Notícias (siga-nos)

Os apoiadores de Flávio também consideram que a iniciativa poderia alimentar acusações e gerar repercussão política na reta final da disputa.

“Lula não vai ter esse gostinho”, afirmou à coluna um integrante da campanha do senador, ao justificar a decisão de não aderir à proposta.

Nesta terça-feira (20), Lula apresentou ao TSE o pedido para a abertura de seus sigilos. A solicitação também abrange os dados da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e dos cinco filhos do presidente: Fábio Luís, conhecido como Lulinha; Lurian; Marcos Cláudio; Sandro Luís; e Luís.

No caso de Flávio Bolsonaro, a proposta incluiria a esposa do senador, Fernanda Bolsonaro; os pais dele, Jair Bolsonaro e Rogéria Bolsonaro; e os irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan. O pedido também envolveria informações financeiras de empresas ligadas ao candidato e da Alcazar Holdings, do advogado Willer Tomaz. De acordo com informações atribuídas à Polícia Federal, Flávio era “usuário master” de uma conta bancária da empresa.

Receba as manchetes do Farol primeiro no canal do WhatsApp (faça parte)