Por Paulo César Gomes, Professor, pesquisador e colunista do Farol

Diante de algumas indagações sobre os excessos de multas sem explicação aplicadas aos condutores de veículos em Serra Talhada ao longo dos últimos meses, em função da utilização das câmeras de monitoramento do trânsito, um debate mais amplo e claro se faz necessário.

O que está acontecendo é que os motoristas não estão sendo notificados por escrito em seus endereços, não se têm a prova material da infração, no caso uma foto, da irregularidade.

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Ao mesmo tempo, o cidadão também tem o direito de recorrer, ou seja, ele pode está sendo lesado, e pagando um alto preço por isso, além do que, estará perdendo pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A falta de critério é nítida. Existem casos em que os mototaxistas estão recebendo em média três a quatro multas por mês, em situações que condutores de automóveis, com uso de películas, não recebem a mesma punição.

Avançar o sinal, por exemplo, é uma infração grave, no entanto é preciso o registro de uma imagem para comprovar tal irregularidade, isso também se aplica aos descobrimentos dos limites de velocidade, assim como em outras situações.

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Nesse debate é importante que as campanhas educativas ocorram constantemente. A educação no trânsito ajudará tanto os motoristas, quanto os pedestres.

Outra questão importante é o uso do dinheiro arrecadado com as multas. A sociedade precisa ser informada sobre o destino desses recursos que diariamente entram nos cofres públicos.

Educação, transparência, responsabilidade e legalidade certamente ajudarão a melhorar cada vez mais.