Da CNN Brasil

Foto: Reuters

Um ataque suicida duplo matou pelo menos 28 pessoas e feriu outras 73 em um mercado movimentado no centro de Bagdá, no Iraque, nesta quinta-feira (21), disseram fontes médicas e de segurança.

As forças de segurança disseram ter perseguido os dois homens-bomba antes deles explodirem seus dispositivos. Foi o primeiro ataque suicida a atingir a capital iraquiana em mais de dois anos.

O primeiro homem-bomba entrou no mercado da Praça Tayaran e, fingindo estar doente, pediu ajuda, fazendo com que as pessoas se reunissem ao seu redor antes que ele se explodisse, segundo autoridades e mídia estatal.

O segundo homem-bomba dirigiu até o local em uma motocicleta antes de detonar seu colete explosivo. Até o momento, nenhum grupo reivindicou responsabilidade pelo ataque.

“O atentado terrorista duplo contra cidadãos seguros de Bagdá confirma as tentativas e esforços de grupos sombrios para atingir as necessidades e aspirações nacionais do povo iraquiano por um futuro pacífico”, disse o presidente iraquiano, Barham Salih, em mensagem no Twitter. “Lutamos firmemente contra essas tentativas desonestas de desestabilizar nosso país”, acrescentou.

Ataques suicidas duplos eram comuns no Iraque durante o auge de sua guerra sectária, entre 2005 e 2007.

Bagdá quase não foi alvo desse tipo de ataques desde que as forças iraquianas e uma coalizão apoiada pelos EUA expulsaram o Estado Islâmico (EI) do território que controlava no Iraque em 2017.

A última explosão suicida na capital iraquiana ocorreu em janeiro de 2018, também na Praça Tayaran, matando pelo menos 27 pessoas.

As autoridades iraquianas não disseram quem acreditavam estar por trás do atentado, mas chamaram o caso de incidente terrorista, uma referência geralmente usada para ataques do EI.

Militantes do grupo permanecem no país, em insurgência contra as forças iraquianas e atacando autoridades locais em áreas do norte do Iraque. O governo e as autoridades militares não consideram o EI capaz de assumir um território significativo, mas dizem que o grupo pode continuar a realizar ataques que ameaçam a estabilidade e a segurança.

As forças iraquianas continuam a lutar contra militantes do grupo e trabalham para proteger a fronteira com a Síria, através da qual o EI frequentemente transporta seus apoiadores.