Câmara rejeita pedido de impeachment de João Campos
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Com informações do Diário de Pernambuco

Em meio a um clima de forte tensão política e com as galerias tomadas por apoiadores e opositores, a Câmara Municipal do Recife decidiu, nesta terça-feira (3), barrar o avanço do pedido de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB). A proposta, apresentada pelo vereador Eduardo Moura (Novo), teve a admissibilidade rejeitada pela maioria dos parlamentares.

O resultado da votação apontou 25 votos contrários ao pedido, nove favoráveis e uma abstenção na câmara. Com isso, o processo não seguirá para fase de investigação. A iniciativa do impeachment surgiu após questionamentos relacionados a um concurso público que previa vaga destinada a pessoa com deficiência.

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Ao defender a abertura do processo, Eduardo Moura sustentou que o prefeito teria cometido crime de responsabilidade e ato de improbidade administrativa ao nomear um procurador dentro da cota reservada a pessoas com deficiência. O vereador protocolou um relatório com cerca de 480 páginas, no qual reuniu os argumentos e documentos que, segundo ele, justificariam a investigação.

Na tribuna, o líder do governo na Casa, Samuel Salazar (MDB), saiu em defesa do prefeito. Para ele, a nomeação seguiu parâmetros legais e o pedido não tinha consistência. O parlamentar classificou a tentativa de impeachment como “completamente vazio”.

A sessão foi marcada por manifestações do público. Durante a fala do vereador Eduardo Moura, apoiadores de João Campos exibiram faixas e entoaram gritos de apoio ao gestor. Entre as palavras de ordem, ouviu-se “é o melhor prefeito do Brasil”.

Momentos depois, quando a vereadora Jô Cavalcanti optou pela abstenção, apoiadores da oposição reagiram com vaias e gritos de “É covardia demais. Tá arregando”. Do lado externo da Câmara, grupos contrários ao prefeito também se concentraram, defendendo a abertura do processo de impeachment.

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Para garantir a segurança, equipes da Guarda Municipal, da Polícia Militar e do Grupamento Tático Operacional (GTO) acompanharam a movimentação dentro e fora do plenário.

Mesmo após a rejeição do pedido, vereadores da oposição tentaram se manifestar, alegando injustiça na decisão. As falas, no entanto, foram interrompidas por vaias de apoiadores do prefeito que ainda ocupavam as galerias. Entre as faixas exibidas no local, uma delas trazia a frase “Investigar sim, impunidade não”.