Da Revista Forum

Enquanto o governo da Espanha, comandado pelo presidente Pedro Sánchez, adota medidas restritivas com o objetivo de conter a segunda onda de contaminação pelo novo coronavírus no país, grupos de extrema-direita e “anti-sistema” decidiram ir às ruas protestas contra a nova quarentena. Cerca de 60 pessoas foram detidas na noite de sábado (31).

Com o apoio do partido extremista Vox – próximo da família Bolsonaro -, o país viveu uma segunda noite de tumultos contra o toque de recolher imposto pelo governo. Cenas de fogo, violência e confronto puderam ser vistas.

Somente em Madri, 32 pessoas foram presas. Em todo o país, o número chegou a 57. Além da capital, cidades como Logroño, Bilbao, Santander e Málaga também tiveram protestos. Na sexta-feira, os movimentos ocorreram em Barcelona e Burgos.

Em mensagem publicada no Twitter, Sánchez condenou os atos e afirmou que “somente com responsabilidade, unidade e sacrifício seremos capazes de derrotar a pandemia que assola todos os países”. “O comportamento violento e irracional de grupos minoritários é intolerável. Não é o caminho. Obrigado, mais uma vez, ao FCS por garantir a segurança”, disse.

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Desde o último domingo (25), vigora no país um toque de recolher das 23h às 6h. Segundo levantamento do El Pais, a Espanha é o terceiro país da Europa com maior mortalidade pela Covid-19 desde julho, atrás somente de Romênia e República Tcheca.