Foto: Farol de Notícias/Celso Garcia

Publicado às 10h08 desta quarta-feira (27)

Nessa segunda-feira (25) durante o programa Falando Francamente, na TV Farol, a presidenta da Fundação Cultural Cabras de Lampião, Cleonice Maria, rebateu os comentários de que o espetáculo ‘O Massacre de Angico- A morte de Lampião’, que estreia hoje na Estação do Forró, em Serra Talhada, faça apologia à violência. Para ratificar os argumentos, a presidenta fez uso do evento Marcha para Jesus, que contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro, em São Paulo.

“Eu vou começar da Marcha para Jesus mesmo, porque eu acho que foi uma coisa que não consigo entender aquilo, um evento completamente voltado para a questão da religião, para Jesus! e aí colocam um revólver 38, gigante. Eu fico questionando onde é que nós estamos. O que é que está acontecendo? Cadê os valores, os sentimentos, né? Absurdo aquilo alí! Tem que rever esses conceitos que estão sendo implantados e essas pessoas que estão seguindo isso, não é?”, sapecou Cléo Maria, reforçando:

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“Trazendo aqui para Serra Talhada esse questionamento, eu não me estresso com isso. Mas eu acho importante colocar que a gente, a Fundação Cultural Cabras de Lampião, tem um trabalho à frente dessa entidade que todo mundo sabe que é sobre a preservação da memória. Gente, ninguém está aqui com apologia ao crime, ninguém está estimulando a violência, a gente não está instigando isso. Até porque nós somos radicalmente contra todo e qualquer tipo de violência, então não tem nada a ver. A gente está falando da história, da nossa história, da história do Nordeste, da história do Sertão, da história da gente que é daqui”.

Ainda durante a entrevista, Cleonice Maria destacou a importância do trabalho da Fundação Cultural, em preservar, nos dias de hoje, a história de Lampião

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“Há duas semanas, eu estive em São Paulo com o Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, e nós fomos fazer uma turnê de apresentações lá, e o lugar que a gente foi melhor recebido em termo de público, de energia, sabe onde foi? Na Bienal do Livro. Eu fiquei encantada! Eu não esperava, porque na Bienal é um público imenso, né? Que é aquele público rotativo. Onde você chega e, como as pessoas do Sul, do Sudeste, você acha que vai ter um tratamento mais frio. Eu fiquei encantada com a recepção que nós tivemos na Bienal. Eu acho que isso daí já cala a boca dessas poucas almas. Vamos entender o que agente está fazendo, pela importância da memória, da nossa história, da nossa cultura. É a nossa riqueza, e isso eu não abro mão”, finalizou.

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