Do G1

Uma comitiva com representantes de 18 organizações da sociedade civil brasileira estará em Washington, capital dos Estados Unidos, entre 24 e 29 de julho, para se reunir com membros do Departamento de Estado norte-americano, embaixadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) e integrantes da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos EUA para pedir respaldo para o resultado das eleições brasileiras de outubro.

A ideia é dar a conhecer a situação político-eleitoral do Brasil e pedir que esses atores se pronunciem, de modo a validar o resultado da urnas, ganhe quem ganhar. O objetivo é tornar mais difícil uma “virada de mesa” por parte do presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição.

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A iniciativa ocorre em meio a uma série de ataques às urnas que têm sido feitos por Bolsonaro nos últimos meses. Nesta segunda-feira (18), ele recebeu embaixadores de vários países no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, em Brasília, para fazer uma apresentação na qual voltou a levantar suspeitas já desmentidas por órgãos oficiais sobre as eleições de 2018 e a segurança das urnas eletrônicas.

A agenda dos brasileiros em Washington incluirá encontros com nomes de democratas como Jamie Raskin, um dos mais aguerridos membros da Comissão Parlamentar que investiga a invasão ao Capitólio norte-americano de janeiro de 2021, e Bernie Sanders. Ambos deverão se reunir pessoalmente com os representantes das organizações do Brasil.

Entre as entidades que irão ao encontro representar o Brasil, estão organizações de direitos humanos, feministas, ligadas ao movimento negro e de meio ambiente, como o Greenpeace e o Instituto Marielle Franco.