sangueNão tem outra desculpa. A negligência do governo de Pernambuco na apuração dos crimes praticados em Serra Talhada foi combustível para a onda de violência que impera na cidade. Em 2014 foram 36 assassinatos, 19 tentativas de assassinato e 300 ameaças de morte. Em 22 de março do ano passado, foram cinco execuções no mesmo dia. Terror total.

Uma semana depois, o governo mandou para Serra Talhada a cúpula da segurança em Pernambuco e até o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, na companhia do comandante da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) fizeram promessas de combate ao crime. O único avanço foi o envio de um delegado especial para apurar as mortes. E só. Dos 36 assassinatos, menos da metade os autores foram localizados. E o duplo homicídio que aconteceu em 22 de março de 2014, nas proximidades do Colégio Cônego Torres, ainda hoje não se sabe de nada.

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E não adianta culpar a Polícia Civil pela demagogia do governo. Muito pelo contrário. Os bravos policiais civis de Serra Talhada fazem das ”tripas coração’ e trabalham, muitas vezes, na base do improviso sem condições técnicas para avançar nas investigações. Além do baixo salário e da rotina dura de trabalho, o efetivo é insuficiente para uma cidade de com quase 100 mil habitantes.

Da mesma forma anda a PMPE. Ainda há muito improviso na segurança pública e os policiais são insuficientes para uma cidade que vem vomitando casos diários de tráfico de drogas, roubos, furtos, e, como se não bastasse, crimes de vingança.

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Por enquanto, as mãos do Estado estão sujas de sangue de serratalhadenses. Acuados, os homens e mulheres de bem da Capital do Xaxado não devem se calar. Muito pelo contrário. É necessário ir às ruas e cobrar respostas para os crimes e punição para os culpados. Não tem outra saída.