Politico-225x150No final de junho, quando as convenções partidárias forem concluídas, dezenas de candidatos a cargos eletivos irão novamente às ruas em busca de votos. Neste ano, a disputa em Serra Talhada tem tudo para se transformar num ‘samba do crioulo doido’ porque os palanques se dividiram.

De um lado, apoiando as candidaturas de Paulo Câmara ao governo do estado e Eduardo Campos à presidência da República, estarão os deputados Inocêncio Oliveira (PR), Sebastião Oliveira (PR) e o ex-prefeito Carlos Evandro (PSB) que combateu os deputados nas eleições de 2012.

Veja também:   OPINIÃO: No jogo político-partidário, quem tem besta não compra cavalo

“Em política não se pode dizer desta água não beberei”, filosofa Carlos Evandro, afirmando que vai mergulhar de ‘corpo e alma’ na campanha de Eduardo e Câmara. Em 2012, Evandro foi o principal responsável pela eleição do atual prefeito Luciano Duque (PT) e fez duras críticas ao palanque que agora vai defender. Portanto, a confusão na cabeça do eleitor vai começar quando ouvir o prefeito Duque e Carlos Evandro em palanques opostos e discursos diferentes.

Mas no lado petista também sobram contradições. Luciano Duque vai trabalhar para a reeleição da presidente Dilma Rousseff e Armando Monteiro Neto (PTB) ao governo do estado. No palanque, Duque vai estar alinhado com o deputado Augusto César (PTB) que em 2012 estava no palanque do PR e foi tratado como ‘coronel’ pelo prefeito de Serra Talhada. Com tanta mudanças, não é nenhuma surpresa o alto número de eleitores que afirmam ainda não ter candidato definido para as eleições de outubro próximo.

Veja também:   Analisando 2016, Augusto César diz que aliança entre Duque e 'Sebá não interessa a ST