Publicado às 17h53 desta segunda-feira (14)

O empresário do ramo de bares e produção de eventos, Rogério da Pitú, fez um desabafo nesta segunda-feira (14), durante o programa do Falando Francamente, na TV FAROL no YouTube dizendo que ele, outros empresários e também clientes estão sendo tratados como “bandidos”. Alguns da categoria foram parar na Delegacia neste último final de semana após operação da Promotoria, Vigilância Sanitária e Polícia Militar.

Rogério da Pitu lamentou o fato de já ter sido levado três vezes à Delegacia mesmo, segundo ele, com o seu empreendimento – o Arena Pub – respeitando as normas de prevenção à Covid-19. “A gente não tem como trabalhar dessa forma, sendo tachado como bandido e crucificado como todos os problemas do covid”, disse.

“Eles [a Prefeitura] nos autorizaram e nos induziram a acontecer os fatos, os músicos foram cientes [tocar voz e violão] fecharam contratos, e os donos de bares perderam o financeiro, perderam a moral, porque foram fechados, isso abala emocionalmente nós proprietários que estamos passando, primeiro, por um problema de saúde e em segundo, financeiro. E assim, o prefeito falou, ele próprio aqui na entrevista que está liberado sim som ao vivo”. Rogério da Pitú alertou ainda que chegou a solicitar da Prefeitura blitz educativas nos bares, porém não foi ouvido.

ASSISTA À ENTREVISTA POLÊMICA DE ROGÉRIO DA PITÚ, NA TV FAROL

ROGÉRIO DA PITU: “UMA COISA EU DEIXO CLARO, NÃO FUI CRIADO PARA VIVER EM DELEGACIA”

“Bem anteriormente, durante acho que umas 10 vezes ou mais eu solicitei a secretaria a Secretaria de Saúde e me dispus a ser voluntário e visitar os bares junto com eles pedindo, fazendo apelo aos proprietários e aos clientes que fizessem blitz educativas e não chegar em estabelecimentos onde empresários estão sendo tratados como bandidos e clientes estão sendo tirados o direito do lazer e também tratados como bandidos, isso é minha forma de ver… Enfim… Solicitamos blitz educativas durante várias vezes e simplesmente fomos pegos de surpresa pelo Governo do Estado, pelo governo municipal e pela Promotoria que – da minha forma – vejo que não estão tendo a sincronização de um entendimento do que realmente a gente pode e do que a gente não pode. Uma coisa eu deixo claro: eu não fui criado para se viver em Delegacia, a única vez que eu fui para uma delegacia foi para se tirar uma identidade e dessa pandemia pra cá eu já fui três vezes conduzido como um bandido, fato esse que não agrada a minha alma, minha idoneidade, isso deixa a gente triste, eu não tenho nem mais palavras para falar o que está acontecendo”.

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