Ex-presidente da Coreia do Sul é condenado à prisão perpétua
Imagem: Breno / Arte Metrópoles

Um tribunal da Coreia do Sul condenou nesta quinta-feira (19) o ex-presidente Yoon Suk-yeol à prisão perpétua, após considerá-lo culpado de liderar uma insurreição ao decretar a lei marcial no fim de 2024 — episódio que mergulhou o país em sua maior crise política em décadas.

A decisão foi proferida pelo Seoul Central District Court, que entendeu que Yoon, ao mobilizar forças militares e policiais com o objetivo de cercar a Assembleia Nacional e deter legisladores, tentou subverter a ordem constitucional. O decreto de lei marcial, que durou cerca de seis horas antes de ser suspenso por uma votação unânime dos parlamentares, foi classificado pelos juízes como uma tentativa de golpe.

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A promotoria sul-coreana havia pedido a pena de morte, argumentando que a tentativa de impor lei marcial do ex-presidente representava uma ameaça extrema à democracia do país. No entanto, a Corte optou pela prisão perpétua, em parte por não terem ocorrido confrontos violentos com vítimas fatais durante a curta vigência da medida.

Yoon, que foi eleito em 2022, sofreu impeachment pelos legisladores em dezembro de 2024, pouco depois de anunciar a lei marcial, e foi formalmente destituído pelo Tribunal Constitucional em abril de 2025. Ele estava preso desde julho de 2025, respondendo a vários processos penais, incluindo a acusação mais grave — de insurreição.

Além de Yoon, outros oficiais de alto escalão também foram condenados na mesma ação judicial, incluindo o ex-ministro da Defesa, Kim Yong Hyun, que recebeu 30 anos de prisão pelo papel central no planejamento e mobilização das forças durante a tentativa de imposição da lei marcial.

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O ex-presidente, que negou ter agido de forma inconstitucional e alegou que suas ações visavam enfrentar uma “obstrução legislativa” por parte de adversários políticos, deve recorrer da sentença.

Atualmente, a Coreia do Sul é governada por Lee Jae Myung, político de centro-esquerda e rival de longa data de Yoon, que venceu as eleições convocadas após a cassação.