Da ISTOÉ

Foto: AFP

O Exército de Israel matou um advogado e dois jovens palestinos nesta quarta-feira na Cisjordânia ocupada, no quinto dia de operação militar para cercar suspeitos ligados a ataques recentes na cidade de Tel Aviv.

O advogado “Muhammad Hassan Muhammad Assaf, 34, morreu após ser baleado no peito pelo exército de ocupação israelense durante seu ataque à cidade de Nablus”, anunciou o Ministério da Saúde palestino.

Testemunhas relataram à AFP que Assaf estava em uma estrada, após levar os sobrinhos à escola, quando foi baleado.

Mais tarde, o palestino de 16 anos Qusai Hamamrah foi morto a tiros no povoado de Husan, sul da Cisjordânia, informaram o Ministério da Saúde e o conselho municipal. O Exército israelense alegou ter efetuado os disparos depois que o jovem lançou um coquetel molotov contra os soldados.

Após a morte de Hamamrah, dezenas de pessoas foram às ruas para protestar, segundo o Exército.

Pouco depois, o Ministério palestino da Saúde informou que outro jovem, Amer Elyan, 18, “morreu ao ser baleado no peito pelos soldados israelenses” durante confrontos registrados após a prisão de uma pessoa no povoado de Silwad, perto de Ramallah.

O Exército de Israel informou que suas forças “realizavam operações antiterroristas” em Nablus e outras cidades da Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967. Questionado pela AFP, o Exército não respondeu se abriu fogo diretamente contra Assaf.

Militares intensificaram as operações e prisões na Cisjordânia após vários ataques em Israel nas últimas três semanas.

Veja também:   Em visita, Papa Francisco ganha peça de Francisco Brennand