Nesta quinta-feira (5), a dona de casa Naila Cardozo, moradora do bairro São Cristovão, em Serra Talhada, procurou a reportagem do Farol de Notícias para compartilhar uma luta que vem enfrentando para conseguir a medicação que sua filha precisa para o tratamento da diabete.
Ketlen Esther de Souza Cardozo tem 13 anos e foi diagnosticada aqui na cidade, com diabetes tipo 1 quando tinha apenas 1 ano e 3 meses de idade e seu pâncreas acabou parando de funcionar.
Desde então, passou a fazer uso de medicação e insulina, até que, aos 5 anos de idade, ela começou a fazer uso de uma medicação do tipo bomba de insulina, quando a família morava em Tocantins e após avaliação médica, ocorreu a prescrição.
Lá a justiça concedeu a Esther o direito de receber o tratamento gratuitamente, entretanto, após retornar para Serra Talhada, a família foi informada de que seria necessário um novo processo para conseguir ter acesso ao tratamento, que seria recebida a cada seis meses.
Porém, desde julho do ano passado, a família começou a enfrentar dificuldades para conseguir receber o tratamento de Esther, ela acabou ficando vários dias sem o tratamento adequado, até que parou de vez de receber o tratamento que necessita.
Nesta semana, a mãe foi informada de que o estado não vai arcar mais com o custo do tratamento e por isso, ela luta para que a filha consiga ter novamente acesso ao tratamento necessário.
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Confira o relato na íntegra:
Esther foi diagnosticada desde 1 ano e 3 meses com diabetes tipo 1, onde o pâncreas dela parou completamente de funcionar. Ela fazia o uso das insulinas análogas, que era uma Malog e Alantos. Meu marido foi transferido para Tocantins e a gente começou a morar lá, quando a gente passou por médicos e eles começaram a estudar o caso de Esther e viram que ela fazia hiperglicemia severa, com 0,5 de insulina ativa no corpo dela. Ela passou por vários tipos de insulina e tudo. Até que a médica disse que Esther é uma paciente de bomba, e ela precisa de uma bombinha.
A médica fez toda a prescrição e a gente foi na Defensoria Pública, onde os defensores estudaram o caso, levaram para a justiça e Esther teve o direito de receber a bomba de insulina. Quando a gente morava no Tocantins, ela recebia e passava um ano recebendo todo o tratamento dela. A gente foi transferido para cá, para Serra Talhada, e aqui a gente precisava abrir um novo processo, porque eles disseram que não ia servir o processo de lá. Abriu um aqui, e Esther tinha que ficar recebendo a cada seis meses. Toda vez era aquela burocracia, a gente tinha que ir procurar várias farmácias, fazer orçamentos e levar qual era o tratamento de Esther.
Aqui só tem uma farmácia que fornece o tratamento que Esther precisa, que no caso são as coisas da bomba. A insulina a gente compra aqui, mas o tratamento da bomba tem que ser de fora. Aí o fórum fazia o bloqueio do valor das contas do estado e fazia o pagamento para aquela farmácia e a farmácia mandava diretamente para a nossa casa. Depois de um tempo, em julho do ano passado, a gente começou a não receber mais o tratamento de Esther.
Então a gente ficou no pé deles, eu fiz toda a prestação de conta que eu precisava fazer. Quando vinha a nota fiscal dentro da caixinha, que Esther ia receber o tratamento, eu ia lá, deixava as papeladas e dizia, que precisa dar entrada de novo, porque antes era de seis em seis meses. Aí eles disseram que o bloqueio seria feito a cada três meses e nisso, sempre passava do prazo e ela chegava a passar de 15 a 20 dias sem o tratamento.
A gente tinha que recorrer para os amigos que eram diabéticos e que faziam o mesmo uso do tratamento de Esther, as pessoas iam e mandavam. Às vezes a gente pagava o frete e tudo e chegava aqui na nossa casa. Com o Natal e a virada do ano, ficou tudo fechado, não tinha resposta nenhuma. O que eu acho mais interessante é que a justiça coloca um prazo de cinco dias para os pais se virarem para correr atrás de tratamento e dar respostas a ele. Aí quando pensa que não, eles dão um prazo de 30 dias, 21 dias para o estado se manifestar.”
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