Quando foi inaugurada, em 1994, a Barragem de Serrinha foi anunciada como a obra de redenção do povo pajeuzeiro. As propostas se multiplicaram: criação de lotes empresariais, área modelo para reforma agrária, futuro polo de fruticultura e por aí vai… Dezoito anos após a inauguração, a barragem que acumula 311 milhões de metros cúbicos é o retrato do desperdício e da falta de projetos públicos. As comportas abertas servem para perenizar uma pequena faixa de terra até a cidade de Floresta onde pouca coisa é plantada.

Mais grave fica à jusante, o lado para onde se dirige a corrente da barragem. São cerca de 40 quilômetros d’ água acumulada. Para quem não sabe, neste trajeto existem mais seis pequenas barragens de água pura. Ninguém utiliza nada porque não há um projeto de irrigação. Atualmente, só o que tem funcionado mesmo na extensão da barragem são as farras em finais de semana. Muitos aproveitam as águas de Serrinha para tomar uma boa pinga e desafogar as mágoas.

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Abaixo, mostramos imagens retiradas do GOOGLE EARTH, captadas por satélite da extensão territorial de Serrinha. Na foto, em amarelo, evidenciamos a existência de 6 pequenas barragens no trajeto do rio.