A cobrança por um Instituto Médico Legal (IML) em Serra Talhada ganhou ainda mais força após a morte do protético Paulo Marcos de Lima, assassinado na última terça-feira (23). Além da morte de “Paulinho”, como era mais conhecido, causou indignação na população o tempo que levou o IML até chegar à cidade. Foram mais de 10 horas de dor para a família, que chorou – sem poder fazer nada – assistindo ao corpo do rapaz morto no chão com mãos e pés amarrados e a boca amordaçada.

Comovida e de forma espontânea, a população começa a se organizar para cobrar do Estado e dos políticos do município ações para trazer um IML até a cidade. As mobilizações estão acontecendo tanto através da internet, por meio das redes sociais, quanto por iniciativas individuais, como a do empresário Mário Olímpio, que está oferecendo um terreno para ser doado ao Estado no sentido de viabilizar a construção do Instituo Médico Legal de Serra Talhada.

“Eu já tive casos semelhantes ao da família (de Paulinho) e sofri na pele essa dor. Vendo isso acontecer de novo, isso me chocou demais. Eu faço um anúncio aqui, através do FAROL DE NOTÍCIAS, que garanto a doação do terreno para o Estado construir um instituto em nossa cidade”. Mário Olímpio já doou terrenos para construção de outras obras com caráter social, como a sede do Samu (Serviço Atendimento Móvel de Urgência).

“Acho que é preciso toda a sociedade se unir em favor desse empreendimento e estou fazendo a minha parte. Se o Governo Estadual quiser construir um IML em Serra Talhada e não tiver o terreno, pode nos procurar que doaremos o terreno com muito prazer. Meu e-mail é: mario@serratalhada.net e telefone 9992-6116”, convoca o empresário.

REDES SOCIAIS

A indignação da população serratalhadense também chegou às redes sociais. Cartazes digitais estão sendo compartilhados com velocidade entre os integrantes de página como Facebook, estampando frases do tipo: “Serra Talhada tem três deputados estaduais e um federal e ainda um prefeito que diz ter acesso direto à presidente Dilma, e até agora ninguém conseguiu um IML para a nossa cidade”. Segue a imagem do protesto: