A primeira Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar supostos desvios de conduta no governo municipal pode nem sair do campo das intenções. Explique-se: não por má vontade dos vereadores governistas. Alguns, em conversa com o FAROL, até admitem discutir o assunto. Mas a bancada de oposição, que levantou o debate, não vem falando a mesma linguagem. A ideia de instalação de uma CPI foi anunciada pelo vereador Pinheiro do São Miguel (PTB) após declarações do prefeito Duque. Segundo o prefeito, o governo vinha pagando contas de energia elétrica de uma escola privada e de um restaurante em Serra Talhada.

“Acho que a CPI não é necessária neste momento mas ainda não sentamos para discutir o assunto. Queremos saber do prefeito qual é o restaurante e a escola beneficiada e desde quando isto vem acontecendo. Isto pode ser feito através de requerimento”, declarou o vereador Márcio Oliveira (PTN), afirmando que o assunto será debatido no próximo dia 5 de agosto, no retorno dos trabalhos legislativos. A divergência de pensamento entre Márcio e Pinheiro também “contamina” outros oposicionistas. Já o deputado Sebastião Oliveira (PR), líder das oposições em Serra Talhada, não perdoa a indecisão dos aliados e vai mais além, cobrando investigação ampla sobre os seis meses do governo petista.

“Isso cabe uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ampliada, para apurar sobre o dinheiro da previdência. É fundamental cobrarmos  transparência da gestão, porque isso representa um ato imoral para o povo de Serra Talhada. Não é apenas a conta de energia de uma escola e um restaurante que foram pagas. E a fábrica de gelo que existe dentro do mercado público? Além de ser imoral, prejudica a concorrência com os outros empresários do setor”, disparou o deputado, durante entrevista a Rádio A Voz do Sertão, semana passada.

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