Do G1

Israel deu início nesta sexta-feira (18) a seu segundo lockdown nacional por causa da pandemia do novo coronavírus. O confinamento de três semanas coincide com os feriados religiosos mais importantes para os judeus: o Rosh Hashanah (Ano Novo) e o Yom Kipur (Dia do Perdão).

Por que Israel fracassa no combate à pandemia do novo coronavírus?

O governo impôs limites à circulação de pessoas e às reuniões em grupo em todo o país. Entre as medidas está a proibição de os israelenses se afastem por mais de 500 metros de casa (haverá permissão para ir a locais de trabalho, porém com limitações). As reuniões devem se limitar a, no máximo, 10 pessoas em ambientes fechados e 20 em ambientes abertos.

Permanecerão abertos mercados, farmácias e o aeroporto internacional de Tel Aviv. Shoppings e hotéis serão fechados. As escolas já pararam de funcionar na quinta-feira (17).

O primeiro bloqueio no país começou a vigorar no fim de março e foi flexibilizado em maio à medida que o número de novos casos caiu muito. Na semana passada, o número diário de novos casos subiu para mais de 5 mil. No domingo (13), o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, anunciou o novo confinamento de três semanas.

O país, que tem 9 milhões de habitantes, registrou oficialmente mais de 170 mil casos e mais de 1,1 mil mortes pela Covid-19 até esta sexta, segundo levantamento da universidade americana Johns Hopkins.

Na noite de quinta-feira, cerca de 400 pessoas em Tel Aviv contra as novas restrições de circulação.