Publicado às 05h30 deste sábado (2)

Salgueirenses estão passando por dificuldades em transportes públicos da Secretaria de Saúde do município, no Sertão Central, mas segundo Vitória Tayná do Nascimento Barros, 21 anos, designer de sobrancelha, se calam por medo. No entanto, após não conseguir mais carro de passeio para transportar sua irmã, que faz tratamento em Recife e, devido a um problema de imunidade, não pode ter contato com outros pacientes, a jovem decidiu recorrer ao Farol para cobrar o direito da paciente, uma vez que tem um laudo médico recomendando o transporte individual.

Além do problema com a liberação do carro de passeio para a paciente, a designer de sobrancelha também relatou irregularidades nos transportes que pode até colocar em risco a segurança e saúde dos transportados. Além disso, afirma que a Secretaria de Saúde dá desculpas  para não liberar transporte.

”Minha irmã tem um problema de saúde de imunidade, a médica que acompanha ela deu um laudo que diz que ela tem que andar num caro de passeio e não podia andar de ônibus, muito menos de ambulância. Desde o início da gestão do atual prefeito estamos tendo dificuldade, quando a gente vai marcar eles ficam: ‘fala com fulano, fala com cicrano’, mas não resolvem. Dessas últimas vezes foi mais humilhante ainda porque eles que não tinha como mandar o carro porque a prefeitura decretou isso, que só podia andar para Recife ônibus e ambulância. Mesmo tendo dizendo que não pode andar ônibus nem de ambulância”, explicou Vitória Barros, acrescentando:

”Os motoristas mexem no celular, passam da velocidade, tem várias multas no carro, vimos pela placa do carro, multa já vencida, ultrapassagem onde não é certo. Tiveram que ir de ambulância, quando foi para voltar falaram que já tinham voltado e não sabiam que tinha que pegar ela. A sorte é que tinha a casa de um conhecido porque ela não pode ficar na casa de apoio. No outro dia, disseram que iam mandar uma ambulância de Salgueiro com uma paciente e na volta trazia elas. Voltaram nessa ambulância, sem um pingo de segurança, sem cinto, sem higienização porque tem que ter, um monte de máscara usada no chão, acho que de outros pacientes. Outras pessoas falaram que passam pela mesma situação, só não abriram a boca por medo de piorar a situação”.

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O OUTRO LADO

Após ouvir a leitora Vitória Barros, a reportagem do Farol entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura de Salgueiro para verificar a situação e emitir uma nota de esclarecimento, no entanto, até o fechamento da matéria não obteve resposta.