Da ISTOÉ

Pelo menos 22 jovens foram encontrados mortos em uma casa noturna improvisada na cidade sul-africana de East London, informou a polícia local neste domingo (26/06). A causa das mortes ainda é desconhecida. Os corpos não apresentavam sinais de violência, afirmaram as autoridades.

O caso ocorreu no bairro majoritariamente negro de Scenery Park, em East London, no sul do país. “Ainda estamos investigando as causas dessas mortes”, disse um porta-voz da polícia provincial, general Thembinkosi Kinana.

As autoridades afirmaram que não há evidências de que as pessoas possam ter sido pisoteadas ou vítimas de violência.

O jornal regional local DispatchLive relatou “corpos espalhados em mesas, cadeiras e no chão, sem sinais evidentes de ferimentos”. Nas redes sociais, alguns usuários mencionaram a possibilidade de intoxicação por gás ou um envenenamento coletivo. Fotos mostravam corpos sem sinais visíveis de ferimentos espalhados pelo chão do local.

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Um membro do departamento de Segurança e Comunidade da província de Cabo Oriental, Unathi Binqose, descartou a possibilidade de uma briga como causa das mortes. “É difícil acreditar que seja uma briga porque não há sinais visíveis de ferimentos nos mortos”, disse Binqose.

“Vamos levar os corpos para a autópsia para descobrir as causas da morte”, afirmou a porta-voz do departamento de saúde da cidade, Siyanda Manana.

O ministro da Polícia Nacional, Bheki Cele, descreveu a cena como “terrível”. “Eles são muito jovens. Alguns têm apenas 13 ou 14 anos”, disse ele. Inicialmente, a polícia informou que as vítimas tinham entrre 18 e 20 anos, mas posteriormente as autoridades revelaram que entre os mortos havia jovens entrr 13 e 17 anos.

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Os maiores de 18 anos podem beber nas tabernas municipais, comumente conhecidas como shebeens, que são frequentemente encontradas junto a residências familiares ou, em alguns casos, dentro das próprias casas. Mas os regulamentos de segurança e as leis de idade para beber nem sempre se aplicam.

O presidente Cyril Ramaphosa, que participa da cúpula do G7 na Alemanha, enviou suas condolências. Ele expressou sua preocupação “pelas supostas circunstâncias em que esses jovens se encontraram em um local que, à primeira vista, deveria ser proibido a menores de 18 anos”.