Publicado às 17h desta sexta-feira (18)

A gerente comercial Jucélia Souza, mãe de um bebê de 10 meses está com a criança doente e após procurar o Hospital Agamenon Magalhães (Hospam) por voltas das 5h dessa sexta-feira (18) teve o atendimento negado pelo médico plantonista sob o argumento que tratava apenas de uma gripe e que ela deveria procurar a Unidade Básica de Saúde.

Em conversa com o Farol, Jucélia afirmou que o filho está febril há dois dias, uma febre que vai e volta, está com coriza, e cansaço respiratório devido aos sintomas gripais, sem conseguir dormir, além de um inchaço no olho com secreção.

”Quando fui chamada para sala do médico Cláudio Sobreira, ele nem um bom dia me deu, já foi logo criticando o horário que eu estava lá com meu filho, acredito que por volta das cinco e pouco da manhã. Nas palavras dele: ‘Essa hora aqui com essa criança, a senhora devia procurar o PSF está claro que isso é simplesmente uma gripe, não atendemos esses sintomas aqui.’ O médico nem para meu filho olhou. Eu falei que se eu estava lá era porque precisava e não porque eu queria”, lamentou a mãe, continuando:

“ESTOU TOTALMENTE DESAMPARADA”

”Não posso esperar que meu filho sufoque ou tenha uma convulsão para levar ao médico. Fui tentar explicar para ele porque estava lá e não consegui, ele totalmente estressado e com ignorância porque provavelmente atrapalhei o horário do cochilo dele. Saí do hospital sem saber como tratar meu filho em casa, sem saber qual medicamento posso dar, ou se o que eu estou dando esta correto. Saí sem saber porque o olho de meu filho inchou. Estou totalmente desamparada, tentando conseguir dinheiro para ir em um médico particular.”

Veja também:   PE prorroga estado de emergência em saúde

“ESPERO QUE ESSA RECLAMAÇÃO CHEGE AOS SUPERIORES DE DESSE MÉDICO”

Ainda durante a entrevista com o Farol, a mãe afirmou que está tentando conseguir atendimento público para o bebê em outro município, porque particular só conseguia vaga para segunda-feira (21), e que o drama vivido no Hospam não a surpreende devido às situações de descaso por parte da unidade hospitalar, que só procurou atendimento, porque era para o filho. Jucélia também afirmou que deseja que o médico reveja seu conceito profissional.

”O hospital daqui é um descaso, eu só vou em casos extremos se fosse só eu prefiro ficar morrendo em casa, mas com meu filho não tenho o que fazer né. Espero que essa reclamação chegue até os superiores desse médico, pois ele precisa rever os conceitos da profissão dele ainda mais sendo pediatra, tem que saber atender uma criança que é um ser tão indefeso.”

O OUTRO LADO

A reportagem do Farol de Notícias procurou a direção do Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães para ouvir o posicionamento do hospital em relação ao caso. Segundo o diretor, João Antônio Magalhães, o Hospam é sim centro de referência para atendimentos 24h por dia.

“Primeiro, o Hospam é sim um centro de atendimentos de pacientes que apresentem sintomas gripais, e é um hospital porta aberta 24 horas por dia. Peço desculpas por isso que aconteceu, por esse atendimento que a mãe reclamou. Mas eu vou apurar administrativamente os fatos e a direção do Hospam se coloca a disposição da família, a mãe pode entrar em contato comigo, caso precise de atendimento novamente, pode entrar em contato comigo”, declarou Magalhães.