Malabaristas e a vida nos cruzamentos de ST

Fotos: Farol de Notícias / Max Rodrigues

Publicado às 06h desta quarta-feira (5)

Sinal vermelho fechou é hora do espetáculo no cruzamento da Enock Ignácio de Oliveira com a Joca Magalhães. O artista brinca no picadeiro de asfalto na rua atrás da igreja. Têm dias que o mineiro Luiz Felipe para o sinal da pousada com nome de cangaçeira e faz seu apurado de centavo em centavo.

Equilibrio. Atenção! Bola, facão, bicicleta, pino, banquinho e cilindro. Tudo é ferramenta, qualquer bugiganga girando no ar. O sol escaldante do Sertão não espanta viajante que quer conhecer o Brasil, a América Latina e quem sabe o mundo vendendo artesanato e fazendo malabares na rua. Que jeito mais despojado de viver?

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Esses homens e mulheres alternativos, hippies, andarilhos, rastafári bicho-grilo são modelos vivos da simplicidade e humildade. Abrem mão do conforto por trocados. Mostram que vivem com pouco e podem simplesmente viver com alegria.

Um dos artistas me vê passando na rua, me chama de Black Power, com um sotaque do bom espanhol latino-americano, as notas melódicas da voz do nosso ‘hombre’. Esse era o tipo de foto que ele costumava trazer para a redação.

Nos tempos de ganância e sede incessante por poder, trocar algumas moedas por uns segundos de diversão circense no sinal não faz mal a ninguém.

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