Publicado às 09h50 deste sábado (11)

Após a onda de surto de coceira até então misteriosa, em várias regiões de Pernambuco, inclusive em cidades do sertão pernambucano como Serra Talhada, a Sociedade Brasileira de Dermatologia, desmistificou a origem da lesão em nota, nessa quarta-feria (8), afirmando ser de fragmentos de mariposas. Diante da descoberta, a dermatologista serra-talhadense Dra. Samara Godoy concedeu entrevista ao Programa Falando Francamente, na TV Farol, nesta sexta-feira (10), e explicou como ocorre o contágio e os cuidados que devemos ter para evitar a inflamação.

“Nada mais é, essa coceira, esse prurido intenso do que causado por essa mariposa que acontece da seguinte forma: não precisa ela tocar a pele não, quando essa mariposa está sobrevoando, ela libera cerdas e essas cerdas vão ficando depositadas no ar ou em objetos, em roupas e a pessoa vai vestir a roupa, ou está lá no quarto com muita luz, janela aberta, essa mariposa entra, fica sobrevoando e começa cair sobre a pele. Essas cerdas penetram profundamente na pele começando essa reação alérgica, de muita coceira, muito prurido”, explicou Dra. Samara Godoy, detalhando:

”Acomete principalmente as áreas expostas, braços, pernas, colo. Acontece muito a noite também porque a noite a gente está em casa, está mais tranquilo. O homem fica sem camisa, mulheres com roupas ficam com roupa mais exposta e as cerdas acabam tocando mais regiões da pele e apresentando esse quadro mais intenso. Também pode ficar sobrevoando, por exemplo, o banheiro onde deixamos a toalha, e vai tomar banho e se enxuga com aquela toalha. Estavam atormentados com essa coceira, se perguntando o que poderia ser, até que a Sociedade de Dermatologia, a qual sou membro dessa sociedade, diagnosticou que a causa são as mariposas. Não tive casos confirmados, tem pruridos, muitos quadros de coceira, mas conseguimos tratar e descartar o caso da mariposa”

DICAS DE PREVENÇÃO

A melhor forma de prevenir a irritação na pele é evitando que essas mariposas entrem em seu lar e liberem as cerdas infecciosas. Para isso a dermatologista deu algumas dicas durante o Falando Fracamente.

”Uma delas é apagar as luzes do meio externo, se verificar que tem essa mariposa no local, apaga a luz e espera para ver se ela vai sair porque ela fica se debatendo na luz e soltando cada vez mais cerdas. Então apagar as luzes onde você verificar que tem essa mariposa, abre a janela, espera ela sair porque também não é interessante matar para não causar um desequilíbrio na nossa fauna. Espera essa mariposa sair, apaga essas luzes externas, quem usar as janelas abertas coloca aquela telinha de proteção, fecha a janela mais cedo a partir das 16h já começa a fechar as janelas para realmente evitar que ela entre no nosso ambiente de casa”, aconselhou Dra. Samara.

ASSISATA A ENTREVISTA COM A DRA. SAMARA GODOY