Menino de 2 anos aprende alfabeto sozinho e sabe bandeiras de 135 países

Menino de 2 anos aprende alfabeto sozinho e família luta para conseguir bolsa de estudos em escola particular, em Santos (SP) — Foto: Arquivo Pessoal

Por g1

 

Um menino de dois anos e cinco meses aprendeu sozinho o alfabeto, já reconhece mais de 135 bandeiras, sabe as capitais de países e fazer contas de adição. Um vídeo obtido pelo g1 nesta segunda-feira (6) mostra Davi Oliveira Duarte, de Santos, no litoral de São Paulo, respondendo perguntas sobre esses assuntos (veja o vídeo abaixo). A família, inclusive, espera conseguir uma vaga em uma escola particular para que a criança possa se desenvolver ainda mais.

O pai do menino e cuidador de idosos Alexandre Baptista, de 29 anos, disse ao g1 que tudo começou quando o filho tinha 1 ano e 8 meses e começou a assistir a vídeos educativos no YouTube. “Ele chegou para mim e para a mãe dele e falou o alfabeto inteiro de cabeça. A gente se assustou porque a gente não esperava que ele já tivesse aprendido sozinho“.

O casal, então, passou a observar mais de perto a facilidade de Davi em memorizar informações. “Foi um choque. A gente teve que aprender a lidar com isso, pois foi tudo novo, é nosso primeiro filho. Ele ter essas habilidades diferentes acabou assustando no início, mas agora já é uma coisa comum”.

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Após aprender o alfabeto sozinho, ele se interessou por números e aprendeu a contar sozinho do 1 ao 10, até que chegasse ao 50. “Como vi que tinha muita facilidade, comecei a colocar mais informação para ele. A parte das bandeiras sou eu que ensino para ele. Hoje, ele sabe um pouco mais de 135 bandeiras de países“.

Um dos desafios dos pais de Davi é fazer com que ele brinque. “Ele é uma criança e tem que brincar, fazer coisas de criança. Se deixar ele quer estudar o dia todo, ele pede. Ele tem se apegado muito no inglês. Tudo o que aprende em português quer saber como é em inglês”.

 

Sonho dos pais

Davi frequenta uma creche municipal, no bairro Rádio Clube, na Zona Noroeste de Santos, mas os pais sonham em conseguir vaga em uma escola particular para ele aprimorar a memória. “Ele é diferente, não porque é meu filho, mas não é qualquer criança que tem essa habilidade”. Baptista ressaltou que a mensalidade de uma escola particular é muito cara e, portanto, espera conseguir uma bolsa. “Eu tenho limitações, ensino algumas coisas, mas um professor qualificado vai ensinar muito mais”.

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Diagnóstico

Baptista afirmou que o pediatra de Davi orientou que eles o levassem para uma neuropediatra. “Ele fez vários tipos de exames neurológicos e não constou nada. A neuropediatra falou que ele tem um desenvolvimento do cérebro diferente e mais avançado“. Ele afirmou que a especialista disse que Davi ainda é muito novo para avaliar se é superdotado. “Tem que esperar avançar um pouco mais a idade para passar por um teste”.

O pai se orgulha em saber que o filho sabe coisas que a maioria das pessoas desconhecem. “Não tenho palavras para descrever. É uma satisfação enorme observar cada evolução dele, cada dia ele aprende uma coisa diferente. É um amor incondicional, uma alegria que transforma. Uma criança muito carinhosa”.

O cuidador de idosos afirmou que eles pretendem aguardar mais alguns anos e retornar em um especialista para fazer os testes em Davi. “A gente vê com bons olhos, em um futuro próximo, que ele seja classificado como uma criança superdotada. Ele tem um talento, é uma joia que precisa ser lapidada“.

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Quociente de inteligência (QI)

Ao g1, o neurologista e cirurgião João Luís Cabral Júnior explicou que uma das características das crianças inteligentes e das superdotadas é o quociente de inteligência (QI) superior a 130, sendo que a média considerada normal é de 100 a 120. “Essas crianças têm uma característica também de engatinhar mais cedo, empregam atenção, são mais persistentes na atenção. Logo pequenas observam mais, se interessam em entender o mundo ao redor“.

Júnior afirmou que trata-se de um assunto complexo que demanda avaliação psicológica e neurológica. “Quando a gente se depara com crianças que têm a superdotação, com QI elevado, a gente encaminha para neuropsicológico e psiquiatras infantis”.

O especialista reforçou que existem diferentes tipos de crianças inteligentes e superdotadas. “Temos inteligências multidirecionais. Tem crianças que possuem inteligência para leitura, matemática, outras para habilidades físicas, por exemplo, existe inteligência física, um jogador de futebol tem um QI, uma inteligência acima do normal física, e quando se falam em inteligência pensam que são dados no cérebro, mas existe inteligência física também.

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