Foto: Reprodução
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Com informações do G1

A morte do pequeno Benjamin Leite Costa, de apenas 8 anos, tem gerado dor e questionamentos por parte da família. O menino morreu na última terça-feira (7), no Hospital Geral de Areias, na Zona Oeste do Recife, com suspeita de meningite bacteriana, após passar por três unidades de saúde.

Segundo os pais, os primeiros sintomas surgiram durante uma viagem a Gravatá, no Agreste. Benjamin apresentava vômitos e fortes dores de cabeça desde a Sexta-feira Santa (3), quando foi levado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Após receber medicação para dor e náusea, ele foi liberado.

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Mesmo após uma breve melhora, o quadro voltou a se agravar nos dias seguintes. Já de volta para casa, no Grande Recife, o menino continuou apresentando febre e vômitos. Na segunda-feira (6), foi levado a outra UPA, em Paulista, onde, de acordo com o pai, recebeu novamente medicação e foi liberado sem a realização de exames.

A situação se agravou poucas horas depois. Com o surgimento de manchas vermelhas pelo corpo, a família buscou atendimento no Hospital da Criança, mas acabou sendo direcionada para o Hospital Geral de Areias, onde Benjamin foi finalmente internado.

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No local, o menino ficou inicialmente em uma enfermaria com outras crianças. Durante o atendimento, foram realizados exames de sangue, mas, segundo o pai, os resultados não indicaram um diagnóstico preciso. Apenas após o agravamento do quadro, médicos levantaram a suspeita de uma infecção bacteriana.

De acordo com o relato da família, pouco tempo após receber um antibiótico, o menino apresentou uma reação, com manchas pelo corpo, e precisou ser entubado. Ele foi levado para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) improvisada dentro da própria enfermaria.

Benjamin não resistiu e morreu menos de 24 horas após dar entrada no hospital.

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O pai da criança, Adejair Pereira da Costa, afirma que houve negligência no atendimento e critica a falta de diagnóstico durante o tratamento. Segundo ele, a causa da morte só foi confirmada após a autópsia, realizada pelo Serviço de Verificação de Óbito (SVO), que apontou meningite.

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A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco informou que o caso está sob investigação. Até a última atualização, não houve posicionamento sobre as críticas feitas pela família em relação ao atendimento prestado.

Já a Secretaria de Saúde do Recife esclareceu que o Hospital da Criança não realiza atendimentos de urgência e emergência por demanda espontânea, funcionando apenas mediante encaminhamento pela regulação municipal.

O caso agora segue sendo acompanhado pelas autoridades de saúde, enquanto a família busca respostas sobre o atendimento recebido pelo menino.