Mulher é presa após cortar e comer o próprio hamster de estimação

Foto: REPRODUÇÃO DAILY MIRROR/PEXELS/MONTAGEM R7

Por R7

 

A britânica Emma Parker, de 39 anos, foi condenada a um ano de prisão, nesta quarta-feira (8), após publicar nas redes sociais um vídeo em que corta e come o próprio hamster de estimação. As imagens — de revirar o estômago — mostram o momento em que a mulher força uma grande faca contra a “casinha” do animal, chamado Sr. Nibbles, e consegue contê-lo. Em seguida, ela é vista soltando o hamster por um momento, antes de cortá-lo ao meio enquanto ainda está vivo.

Emma, então, é filmada segurando uma garrafa de água, e depois come as duas metades dissecadas do animal. “Os dois vídeos vistos nas mídias sociais mostraram a ré com um hamster em uma bola de hamster”, disse Gordon Holt, promotor no Lincoln Crown Court. “A ré está segurando a bola e tem uma faca na outra mão. Ela pega a faca e enfia na abertura da bola, movendo a faca de um lado para o outro.”

Veja também:   Mãe pede ajuda para exames do filho em ST

Nesse momento, o promotor conta que é possível ouvir um espectador rindo e dizendo: “Você é uma bastarda doente”. Durante uma entrevista policial, a britânica admitiu que o vídeo era dela e afirmou que estava ajudando o hamster a morrer, depois que ele foi mordido por um de seus cães no início do dia.

Emma ainda disse que o incidente ocorreu em sua casa em meados de maio, mas se recusou a nomear os responsáveis pelas filmagens, dizendo às autoridades: “Eles não são pessoas legais”. Um veterinário que assistiu às filmagens descreveu o conteúdo como profundamente perturbador, e acrescentou que o Sr. Nibbles teria sofrido danos físicos e psicológicos, já que os hamsters são presas que podem sentir medo.

Veja também:   Com homenagem a Ariano Suassuna, Sport lança uniforme em alusão ao traje "Sport Fino" do escritor

Além disso, ele acrescentou que nunca tinha ouvido um guincho de hamster como o do Sr. Nibbles em toda a carreira, que já dura 27 anos.  A dona do animal admitiu a acusação de causar sofrimento desnecessário a um animal protegido.

O tribunal também ouviu que Emma havia sido objeto de ordens da comunidade em 2021 e 2022, por crimes de furto em lojas, além de ter um longo histórico de dependência de drogas.  Em defesa da ré, o advogado Chris Brewin disse que ela se tornou um alvo após a publicação do vídeo, tendo sua casa vandalizada e fezes de cachorro colocadas na caixa de correio.

Veja também:   Tumba múltipla é descoberta em cidadela pré-hispânica

O tribunal também foi informado de que Emma havia sido “enganada” por um traficante de drogas que morava nas proximidades e estava sob instrução quando filmou os vídeos.

O juiz, no entanto, disse que era “abominável” que a violência tivesse sido infligida a um animal indefeso para o entretenimento de outros. Além disso, ele lembrou que o Parlamento havia recentemente aumentado a sentença máxima para tal crueldade animal de seis meses para cinco anos de prisão. Ele ainda proibiu Emma de manter animais por 15 anos, depois de dizer a ela que considerava sua crueldade tão “séria quanto poderia ser”.