Publicado às 13h08 desta sexta-feira (18)

Por Luiz Ferraz Filho, empresário e pesquisador da História de Serra Talhada

Final da década de 70, a molecada da cidade de Serra Talhada estava em êxtase para assistir o maior e melhor circo que existia no Nordeste naquela época. Além de vários animais exóticos, era anunciado por toda cidade que um homem iria puxar um carro pela força dos cabelos. Ninguém acreditava no anúncio, até porque, muitos suspeitavam que seria mais uma bravata. Uma brincadeira dos palhaços para chamar a atenção. Ledo engano.

O grande Circo Mágico Nelson, de Arapiraca – AL, do artista Nelson Silveira conseguiu atrair a atenção de toda a criançada da cidade. A beleza de suas três filhas, Mércia, Expedita e Vera também era um atrativo para a macharada local. Eram três lindas ciganas morenas, cor de jambo e cabelo liso. Uma delas cantava músicas de Perlla. As outras duas dançavam e tocavam guitarra e violão.

Era um verdadeiro show, porém, nada se comparava ao filho Teófanes Silveira (o Palhaço Biribinha), que tornou-se um dos artistas mais completo da época de ouro circense. Prometeram e cumpriram. O Palhaço Biribinha pediu para várias crianças subirem na carroceria de uma caminhoneta C-10 e com uma corda amarrada nas tranças da cabeleira negra arrastou o carro pela esquina da Loja Majestosa e Casas Pernambucanas, em plena Praça Sérgio Magalhães.

Quem presenciou ficou surpreso com a força daquele Sansão em Serra Talhada. As jovens moças da cidade se encantaram. Nenhuma se atreveu a ser Dalila. E o circo seguiu seu destino deixando a lembrança na memória dos jovens daquela época.

 

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