Por Durval Buarque

Comprar um produto barato, de boa qualidade, de acabamento refinado, com selo garantindo todo o seu requinte, e esperar resultado eficaz pode cheirar a milagre, prejuízo ou coisa parecida. Certa vez, fui indagado se conhecia algum produto com preço muito barato que fosse líder de mercado.

 Imediatamente vieram em mente vários produtos conhecidos nacionalmente, e por incrível que possa parecer, todos além de serem líderes de mercado, possuíam preços mais elevados que os demais.

Continuei refletindo e logo percebi que devido a vários fatores, esses mesmos produtos tinham realmente seus motivos para justificar tal elevação diferenciada nos preços praticados. São tantos investimentos com pesquisas, marketing, qualidade, etc., que podemos até aceitar tal justificativa. Porém, para cidadãos que possuem uma condição inferior, caberá produto made in china, de qualidade inferior e preço mais acessível.

Nós também temos nossos valores individuais, só que em alguns casos esses valores estão sendo esquecidos ou colocados em segundo plano, basta observar algumas atitudes que acompanhamos diariamente e veremos a tal inversão de valores. Antigamente se dizia que até a ponta de um bigode era suficiente para se adquirir crédito em uma mercearia.

A palavra era casada com a honra e a honra era amigada com as calças que vestíamos. Hoje a questão de honra está comparada aos respectivos produtos made in china, carcaça bonita, porém sem durabilidade, sem credibilidade e de segunda mão. Não somos produtos, muito menos barato. Por isso acredite, sempre haverá a necessidade de reciclar nossos valores. Só assim iremos a um custo barato, ganhar credibilidade sincera com caráter digno de um cidadão. Durval Buarque buarquel@oi.com.br