Paulo César é professor e escritor

Após chegar aos cem dias de governo Luciano Duque (PT), muitas avaliações foram feitas, e em praticamente todas, os petistas tiveram sua gestão aprovada, sentimento que, segundo pesquisa, é referendado por setenta 70% da população serratalhadense. Até mesmo a oposição vez um balanço tímido, a única voz, que por motivos óbvios se exaltou, foi o deputado Estadual Sebastião Oliveira (PR), pois nem a bancada de oposição na Câmara de Vereadores se manifestou sobre o assunto.

É inegável que o governo Luciano Duque vem se superando, com muito trabalho e determinação, já que herdou do seu padrinho político uma super “herança maldita” que o obrigou a ter que usar de muito “jogo de cintura” para fazer a “máquina moer”. Porém, mesmo com todos os avanços, a gestão petista vem pecando no quesito “articulação política”, principalmente em relação base aliada e as definições sobre o cenário estadual e nacional.

Desde que assumiu, Luciano tem alternado bons e maus momentos políticos, sendo que algumas pisadas na bola foram grosseiras. A primeira bola fora foi à nota emitida no mês de janeiro na qual dizia que o prefeito não negociava com a direção do Sintest, e que iria dialogar diretamente com a categoria. A segunda foi o embate público com a vice-prefeita no mês de fevereiro. Ela na oportunidade reclamou publicamente da falta de espaço e de diálogo com o prefeito.

O terceiro foi à declaração dada pelo prefeito ao Jornal do Commércio na qual dizia que se sentir “órfão do PT estadual”. Dias depois, em função da visita da presidenta Dilma Rousseff (PT), espalhou faixas na qual dizia que aqui na cidade ela encontrava “apoio e fidelidade”. Em por fim, foi à ruptura do PPS, partido que alegando falta de espaço abandou a base aliada. Em todos os episódios a cima citados faltou ao prefeito, ou seu núcleo político, habilidade para resolver os problemas sem que ele ficasse tão exposto, pois com já disse em outro o momento, o líder político não entra em
bola divida, e se entrar, é para ganhar.

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O correto é ele aparecer com “o cara” que resolve tudo, e não como o que complica tudo. O que se viu é que diante dos problemas a ajuda de terceiros tornou-se decisiva, principalmente a do ex-prefeito Carlos Evandro (sem partido). Uma das soluções que poderia ajudar a blindar o prefeito em algumas ocasiões seria a criação de um “conselho político”. O conselho que seria composto pelos presidentes e representantes de todos os partidos que compõem a base aliada, iria descentralizar algumas ações políticas, tornado a gestão mais flexível, ágil e participativa.

O outro grande pecado da gestão é não ocupa o espaço político criado em função de o município ter a gestão petista mais importante do estado. Não adianta ficar em cima do muro. O prefeito tem que defender publicamente a reeleição da presidenta Dilma, ser uma das mais importantes vozes no estado, pois caso não faça, irá perde esse importante espaço para Petrolina, que é uma cidade governada pelo PMDB, o partido vice-presidente Michel Temer.

Luciano Duque tem que entender que o “arraesismo” já morreu, é que “eduardismo” só existem em Pernambuco, pode ser que um dia venha a ser nacional, por que o que vivemos no momento é “lulismo”, e quem representa esse movimento político é Dilma e o PT. Esse é o caminho mais seguro a seguir. É por essa trilha que ele vai conseguir colocar os seus projetos em praticas e garantir se por mais quatro com prefeito de Serra
Talhada.

Um forte abraço a todos e a todas e até a próxima!

P.S.: Aproveito a oportunidade para agradecer aos de Marcelo Patriota e O Povo Com a Noticia (Floresta) pela reprodução do texto de minha autoria e publicado aqui no Farol de Noticias “As lições políticas do palhaço Tiririca que deveriam receber aplausos de Inocêncio”.

Links:
http://www.blogdomarcellopatriota.com.br/2-uncategorised/855-as-licoes-de-tiririca
http://opovocomanoticia.blogspot.com.br/2013/04/as-licoes-politicas-do-palhaco-tiririca.html