Por Jorge Apolônio. Professor, membro da Academia Serratalhadense de Letras e policial federal

Eis aí uma das grandes carências do nosso município: um centro administrativo adequado à estrutura de governo que o próprio município requer. Admitamos sem paixão, com visão e bom senso, há muito Serra Talhada necessita de uma nova prefeitura. Para tanto, um edifício com a estrutura necessária demandaria muito dinheiro, é verdade. Mas protelar a construção da nova prefeitura também tem um custo financeiro enorme, por causa dos alugueis pagos para alojar secretarias, departamentos etc., e um custo administrativo imenso, pela distância entre os órgãos, que redunda, inevitavelmente, em ineficiência.

Outro aspecto a salientar é que, quanto à construção do novo prédio, ele deveria ser edificado em área descentralizada. Por quê? Simples: por uma questão de espaço e preço do terreno. Eu sugeriria construir na Caxixola por ser bairro próximo ao centro e disponibilizar de área mais do que suficiente. A principal dificuldade, é fato, é a falta de recursos para tal fim. Porém algum dia algum prefeito terá que ter a coragem, com responsabilidade, é claro, de resolver esse problema cuja solução repercutiria positivamente na solução de todos os outros problemas sob a gestão municipal.

“Admitamos sem paixão, com visão e bom senso, há muito Serra Talhada necessita de uma nova prefeitura. Para tanto, um edifício com a estrutura necessária demandaria muito dinheiro, é verdade. Mas protelar a construção da nova prefeitura também tem um custo financeiro enorme, por causa dos alugueis pagos para alojar secretarias, departamentos (…)”

Melhoraria sobremaneira a eficiência, e diminuiriam os custos de gestão, o que faria com que o prédio se pagasse ao longo dos anos. Para adquirir parte dos recursos necessários, sugiro a venda de alguns imóveis públicos como o próprio prédio da prefeitura atual, o Pereirão, terrenos públicos etc. Não seria nada mais que uma troca de patrimônio pouco útil por outro muito mais útil.

Veja também:   A economia a gente vê depois; por Jorge Apolônio