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   FOTOS: ALEJANDRO GARCIA / FAROL

Na década de 1970, quando começou a trabalhar, o ferreiro Antonio da Silva, 77 anos, tinha uma rotina de trabalho cansativa para dar conta ao grande número de encomendas. Os pedidos de fabricação de picaretas, alavancas, enxadas e tantos outros eram constantes. Quarenta anos depois, ‘seu’ Antônio resiste ao avanço tecnológico e continua, todos os dias, enfrentando o calor do forno para manter viva a profissão de ferreiro.

“Agora a gente não fabrica mais. Só aparece conserto. Naquele tempo a gente fabricava mesmo. Agora, tudo que consegui foi com o meu suor e o meu ofício de ferreiro. Graças a Deus. Já fiz de tudo na vida, de agricultor a ferreiro e me orgulho disso. Mas os tempos mudaram”, declarou Antonio da Silva, que apesar da idade, começa a trabalhar às 6 horas até às 16h.

Foi a profissão de ferreiro que lhe deu condições em adquirir alguns bens. Inclusive, o prédio do local onde trabalha. “Mas agora mudou tudo. Não dá para tirar um salário mínimo por mês. Se não fosse a minha aposentadoria a coisa estava mais difícil”, admitiu.

Morador do bairro do Bom Jesus, Antonio da Silva tem dois filhos, mas ainda não tem netos. E apesar das dificuldades, pretende ser ferreiro até o último suspiro. “Vou continuar trabalhando, pois só tenho o meu trabalho. O movimento caiu, mas sou ferreiro. É isso aí”, finalizou.

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