Do CNN Brasil

Interlocutores da Procuradoria-Geral da República afirmam que a exibição do vídeo da reunião do presidente Jair Bolsonaro com ministros não mudou o quadro geral da investigação, porque há diálogos abertos à interpretação, o que demanda análise ainda dos investigadores.

Um procurador que assistiu ao vídeo diz que “Bolsonaro fez menção à família”, mas não cita a palavra “proteger”, neste contexto. É possível interpretar isso, avalia ele, mas a fala não é literalmente essa — esses detalhes são justamente cruciais para o andamento do caso.

“O que está ali não é capaz de mudar o quadro geral. É oportuno esperar uma análise mais detalhada. A análise é feita com base no todo”, sintetizou uma fonte à CNN.

Em nota à imprensa, o procurador-geral da República, Augusto Aras, também foi cauteloso. Ele afirma que “não comentou com interlocutores suas impressões sobre o teor do vídeo nem manifestou qualquer juízo a respeito, seja porque não assistiu à gravação, seja porque não esteve reunido com os procuradores da República que a assistiram, visto que os procuradores, logo após a exibição do material, participaram das oitivas de ministros de Estado”.

Procuradores afirmam que quererem ouvir outros depoimentos.