PM espanca e mata mulher em Pernambuco

Foto: Reprodução/ Redes Sociais/ Portal da Prefeitura

Por G1 Pernambuco

Simeia da Silva Nunes tinha 33 anos e trabalhava como promotora de vendas. Imagens de câmera de segurança mostram que ela e o companheiro estavam num bar, às 19h35, quando se desentenderam.

O homem empurra a mulher, que se desequilibra e cai, batendo o rosto num batente de cimento que há no estabelecimento. Ao ficar de pé, Simeia caminha em direção à saída, volta em direção ao interior do bar ao ver o companheiro levantar e, depois, segue novamente para a porta do estabelecimento.

Depois, as imagens mostram que ele dá ao menos dois chutes no rosto dela e bate a cabeça dela no chão algumas vezes.

Simeia da Silva Nunes, de 33 anos, foi morta pelo companheiro em Carpina, no interior de Pernambuco — Foto: Reprodução/Facebook

Segundo a polícia, a vítima saiu do estabelecimento e pediu um mototáxi. Câmeras do lado de fora do bar mostram Simeia esperando pelo transporte na esquina, às 19h43.

Enquanto o motociclista que transportaria a mulher se aproxima dela pelo lado esquerdo, a câmera de segurança mostra um carro, que seria conduzido pelo companheiro dela, descer a rua pelo lado direito. Ao passar pela dupla, o motorista dispara uma arma. Os tiros atingem Simeia e o motociclista. O condutor do veículo fugiu do local.

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A gravação mostra que Simeia tenta correr, mas cai no meio da rua. Ela foi baleada no peito. O condutor da moto, de 38 anos, caminha em direção ao bar, puxando a perna. Ele foi ferido no braço e na coxa esquerda.

Simeia foi socorrida para a Unidade Mista Francisco de Assis Chateaubriand, em Carpina, mas já deu entrada sem vida no hospital.

O mototaxista recebeu os primeiros socorros na unidade de saúde e, em seguida, foi transferido para o Hospital Otávio de Freitas, no Recife. Segundo o hospital, o estado clínico dele é estável, mas ele precisará passar por um procedimento cirúrgico de ortopedia.

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De acordo com a Polícia Civil, um inquérito foi aberto pela 11ª Delegacia Seccional de Carpina como feminicídio consumado e tentativa de homicídio.

A Polícia Militar afirmou, em nota, que as diligências para encontrar o policial suspeito do crime permanecem sendo realizadas na região.

Nas redes sociais, o bar informou que o expediente está suspenso até a próxima quarta-feira (2).

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