Do g1

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A Polícia Civil do RJ iniciou nesta quinta-feira (9), uma operação na comunidade do Castelar, em Belford Roxo, a fim de encerrar o inquérito da morte e do desaparecimento dos corpos dos meninos Lucas Matheus, Alexandre da Silva e Fernando Henrique.

O crime aconteceu em dezembro do ano passado. Para a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, os garotos foram mortos por traficantes do Castelar por causa do furto de passarinhos.

A ação visava a cumprir 56 mandados de prisão. Até a última atualização desta reportagem, eram pelo menos 25 presos: 15 pessoas já estavam encarceradas, e outras 10 foram detidas nesta quinta.

Cinco dos mandados de prisão são pelo triplo homicídio com ocultação de cadáver das crianças. Os outros são por associação para o tráfico.

Relembre o caso

Lucas Matheus, de 9 anos, e Alexandre Silva, 11, e Fernando Henrique, 12, sumiram no dia 27 de dezembro depois que saíram de casa para brincar. Foram vistos pela última vez a caminho da Feira de Areia Branca.

Quase nove meses depois, o secretário de Polícia Civil, Allan Turnowski, afirmou que traficantes do Castelar foram os autores do assassinato das crianças.

“Quem matou os meninos da Baixada foram os traficantes da favela Castelar. Desde o início, a gente tinha essa linha como mais forte, mas também a gente tinha outras linhas que, durante a investigação, foram sendo descartadas”, explicou o secretário.

Em 11 meses de investigação, 70 pessoas foram presas.

Rastro de crimes

A polícia também vinha investigando uma série de crimes cometidos pela facção criminosa Comando Vermelho a fim de dificultar a elucidação do caso dos meninos.

Dois assassinatos e três desaparecimentos indicam, para investigadores da polícia fluminense, que a alta cúpula do Comando Vermelho decidiu punir pessoas consideradas responsáveis pelas mortes dos meninos.

São investigados os desaparecimentos e mortes de:

Willer Castro da Silva, o Stala, gerente do tráfico do Castelar: teria sido executado no Complexo da Penha;
Leandro Alves de Oliveira, o Farol, gerente do tráfico do Castelar: teria sido carbonizado em um carro;
Ana Paula da Rosa Costa, outra responsável pelo tráfico no Castelar: foi morta, esquartejada e seu corpo carbonizado no Complexo da Penha;
Guil, irmão de Ana Paula: polícia investiga se é dele um corpo carbonizado achado em um carro;
José Carlos Prazeres da Silva, o Cem ou Piranha, principal chefe do tráfico no Castelar: teria sido executado a tiros.