Do G1

Foto: Reprodução/Vigilância Sanitária de SP

Uma ação da Vigilância Sanitária estadual e da Polícia Militar fechou uma festa clandestina de música eletrônica em uma chácara na Estrada da Cumbica, na região do Jardim Ângela, na Zona Sul de São Paulo, neste domingo (24). De acordo com a Vigilância Sanitária, havia no local cerca de 800 pessoas.

A festa foi encerrada por volta das 14h. Em nota, a Polícia Militar afirma que o organizador do evento foi identificado e encaminhado ao 47ºDP (Capão Redondo), onde uma infração permitir aglomeração e pela falta do uso de máscaras foi lavrada.

A Vigilância Sanitária teve acesso a informações, postadas em um aplicativo de mensagens, sobre o valor cobrado para os frequentadores, a partir de R$ 100.

Além de agentes da Vigilância Sanitária, homens da Tropa de Choque estiveram no local, segundo a Secretaria Estadual da Saúde.

Quando os agentes chegaram ao evento, pessoas que estavam na festa tentaram impedir a entrada da fiscalização.

Leitos de UTI na capital

O Plano São Paulo, que divide o estado em 17 regiões e regula o que pode funcionar em cada uma delas durante a quarentena contra a Covid-19, não permite a realização de festas em nenhuma cidade do estado. Na última sexta-feira (22), o governo estadual anunciou novas restrições na quarentena para tentar conter o avanço do número de casos e mortes provocadas pelo coronavírus.

Na cidade de São Paulo, onde a festa clandestina ocorria, dois em cada três leitos de UTI destinados para pacientes com Covid-19 estão ocupados na rede municipal de São Paulo, segundo dados atualizados na sexta-feira (22). O secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, disse que 23% das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) são ocupadas por pacientes de outras cidades.

Algumas unidades continuam sem vagas, enquanto outras estão muito cheias. O Hospital Santa Marcelina, em Itaquera, na Zona Leste, está com 85% de ocupação na UTI; a Santa Casa de Santo Amaro, na Zona Sul, 95% de ocupação.

Já o Hospital Santa Isabel, no Centro, e o Hospital da Cruz Vermelha, na Zona Sul, seguem com 100% dos leitos ocupados.

Além do aumento da procura por leitos, as autoridades também se preocupam com o perfil dos pacientes, que estão cada vez mais jovens.