Do G1

Passado o turbilhão do “BBB”, os fãs podem voltar a ouvir Karol Conká na sua atividade original: a música. O interesse nas faixas dela disparou, mas seu disco de estreia, um trabalho influente e elogiado, sumiu de todas as plataformas de streaming. Cadê o “Batuk freak”?

A causa é o rompimento com o produtor do álbum, Vinicius Leonard Moreira, o Nave Beatz. Ele diz que nunca recebeu a renda do streaming como produtor. Ele tinha “deixado quieto”, mas tirou o álbum das plataformas após Karol dizer que sofreu “terror psicológico” dele, o que Nave chama de “devaneio”.

Entenda os pontos e leia a entrevista completa abaixo:

  • O disco de 2013 fez a carreira de Karol despontar com rap festivo e uma mistura rica de ritmos. Nave também cresceu, virou parceiro de Marcelo D2 e ganhou o Grammy Latino com Emicida.
  • Nave diz que enviou as músicas em 2013 para a distribuidora com os créditos dele como produtor fonográfico. Mas a função de produção acabou registrada no nome da própria Karol.
  • Por causa desse registro, ele nunca ganhou nada das plataformas de streaming como produtor. Ele recebeu apenas como coautor das faixas. Mas ele diz que evitou o conflito e não contestou.
  • Na série “A vida depois do tombo”, do Globoplay, Karol diz que as músicas são dela, que Nave foi só convidado e que ele a deixou em “uma área de serviço” de sua casa durante a produção.
  • O produtor não permitiu a inclusão das músicas na série. Também pediu para tirar dos serviços de streaming musical ao ver, “oito anos depois, ela voltar atacar de uma maneira descabida”.
  • Nave diz, porém, que está aberto a um acordo através de advogados para que “Batuk freak” volte ao ar. Ele fala da importância do disco e lembra os sonhos conjuntos — antes de dar tudo errado.