Do JC

 

A Prefeitura do Recife promete implantar em breve a Ciclovia Agamenon Magalhães, na área central da cidade, e iniciar outros dois projetos em grandes avenidas: uma ciclovia na Abdias de Carvalho, que conecta o Centro à Zona Oeste, e outra no Cais José Estelita, que faz a conexão da mesma região com a Zona Sul da capital.

As informações ainda são poucas e sem muitos detalhes. Mas uma emenda parlamentar do deputado federal Felipe Carreras (PSB) no valor de R$ 10 milhões é que vai permitir que a gestão municipal avance com os projetos. Os recursos, inclusive, foram anunciados em vídeo pelo deputado, que tenta a reeleição em outubro, ao lado do prefeito do Recife, João Campos (PSB).

A Ciclovia Agamenon Magalhães foi anunciada ainda em março deste ano, ao custo de R$ 6,7 milhões, e previsão de começar a ser construída em julho. O equipamento da Abdias de Carvalho é novidade até então, embora a implantação esteja prevista no Plano Diretor Cicloviário (PDC), documento que desde 2014 projetou a malha de ciclovias e ciclofaixas na Região Metropolitana do Recife.

No caso da Ciclovia do Cais José Estelita, chamada de Rota José Estelita, o valor cobrirá parte do projeto, que também será custeado como ação mitigadora do Novo Recife, empreendimento imobiliário que está sendo construído no cais.

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A Rota José Estelita terá 4,8 quilômetros de extensão e comporá a reurbanização promovida no Cais, prevista no Projeto Novo Recife, que prevê, inclusive, a derrubada do Viaduto das Cinco Pontas, uma barreira para a cidade.

Ciclovia que será construída no Cais José Estelita – REPRODUÇÃO

 

A licitação para implantação do novo equipamento estava prevista para ter sido lançada ainda em agosto de 2021, mas não avançou. Pelos cálculos da PCR, o projeto tem uma expectativa de redução de 20% da circulação de veículos automotores e do custo da população com transporte. Além, é claro, de estimular a mudança de comportamento dos condutores com diferentes modais e diminuir a emissão de gás carbônico na atmosfera.

CICLOVIA AGAMENON MAGALHÃES

A Ciclovia Agamenon Magalhães terá quatro quiômetros de extensão e começará na altura da Rua Leopoldo Lins, na Boa Vista (fim da Ciclovia Graça Araújo, na Avenida Mário Melo, em Santo Amaro). Será implantada no canteiro central da Agamenon e terá sentido unidirecional (único), de cada lado do canal, até as imediações do Hospital Português, no Paissandu.

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Além de fazer a conexão entre a área central e as Zonas Norte e Sul do Recife, a futura ciclovia da terá o mérito de criar um espaço seguro para quem pedala num dos eixos viários mais áridos e perigosos não só da capital, mas de toda a Região Metropolitana: o Complexo Viário Joana Bezerra, composto pelo Viaduto Capitão Temudo e a Ponte José de Barros Lima (mais conhecida como Ponte João Paulo II).

O equipamento terá três metros de largura, com guias de proteção entre as faixas de tráfego dos veículos e o espaço destinado às bicicletas. Nos cruzamentos, serão instalados gradis para a divisão da circulação com os pedestres.

A partir de lá, a ciclovia seguirá pela Ponte João Paulo II e pelo Viaduto Capitão Temudo de forma bidirecional (dois sentidos), na pista oeste da via (lado direito no sentido Olinda-Boa Viagem). Chegará até o Pina, pela Ponte Paulo Guerra, fazendo conexão com a ciclovia da Via Mangue.

O equipamento será compartilhado com os pedestres no trecho entre o início da Ponte João Paulo II e o início do Viaduto Capitão Temudo, no acesso à Ilha Joana Bezerra e ao Terminal Integrado Joana Bezerra. De lá até o Pina, entretanto, será apenas ciclovia.

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REDUÇÃO DAS FAIXAS DE ROLAMENTO

Os técnicos da prefeitura adotaram a mesma estratégia de Fortaleza (CE) para evitar polêmica com uma possível redução de espaço para a circulação dos automóveis. No lugar de retirar faixas de rolamento para os veículos, apenas reduzirão a largura das faixas de 3,30 metros para 2,90 metros, o que permitirá alargar em um metro o canteiro central da Agamenon Magalhães, que já tem dois metros.

Quando começarem, as obras serão coordenadas pela Secretaria de Política Urbana e Licenciamento (Sepul), através da CTTU e da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb).

Dos R$ 6,7 milhões estimados para o equipamento da Agamenon, R$ 5,9 milhões são o custo da obra física. A diferença de valor é a sinalização do equipamento. A previsão era de que os trabalhos fossem concluídos até o fim do ano.