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Estudantes realizaram caminhada de protesto do Cônego até a Câmara de Vereadores

Fotos: Farol de Notícias/Alejandro Garcia

Cerca de 100 estudantes do curso de Educação de Jovens e Adultos (EJA) que funciona no Colégio Cônego Torres, ocuparam a Câmara de Vereadores nessa segunda-feira (22) e protestaram contra a decisão da Secretaria de Educação de transferir as aulas para os bairros do Mutirão, Borborema e Malhada. Revoltados, os estudantes alegam que foram pegos de surpresa com a decisão do secretário Edmar Júnior, que não se dispôs a ouvir os estudantes e nem mesmo os professores. Ao todo, 309 alunos fazem parte do projeto.

“Estou estudando porque fui obrigado pelo INSS. Estudei o ano passado e cheguei hoje e não teve aula. Acho errado mudar as aulas porque no Cônego Torres é mais organizado e os alunos ter que sair para Malhada ou Mutirão não tem condições da gente ir”, declarou Paulo Joaquim de Lima, 55 anos, que reside na Cohab.

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Já o estudante Josimar dos Santos, 27, critica a decisão do governo petista que não dialogou com os envolvidos. “Fomos avisados que tínhamos que se deslocar para outra escola. Ora, os filhos dele (Edmar Júnior) com certeza estudam em escola particular e ficam querendo jogar a gente para um lugar e outro?. É um absurdo, pois quem tem transporte dá para se virar e quem não tem e mora longe? Não concordo com a mudança”, rebateu.

Opinião parecida tem a estudante Gabrieli Pereira Alves, 17 anos. “Estamos acostumados com o Cônego Torres e acho uma atitude absurda. Fizemos a nossa matrícula e ninguém avisou da mudança. Não estamos de acordo em sermos transferidos”. Os professores também apoiam a decisão dos alunos e ocuparam a Câmara durante o protesto.

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“Os alunos estão revoltados e indignados, pois desde o dia 21 de janeiro mandaram um ofício mandando suspender as aulas do EJA. Tivemos uma reunião com o secretário Edmar Júnior, na semana passada, que foi enfático: não tinha jeito e teríamos que nos localizar em uma das escolas. Falei com o secretário que ninguém arredaria pé desta decisão”, disparou o professor Edvaldo Ferraz.

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Paulo Joaquim: “As aulas no Cônego Torres são mais organizadas”

DEBATE ENTRE VEREADORES

Na Câmara, os vereadores se dividiram sobre o assunto, mas o vereador Dr. Barbosa propôs a convocação do secretário Edmar Júnior para buscar um entendimento. A discussão acalorada ficou entre os vereadores Gilson Pereira (PROS) e Sinézio Rodrigues (PT). O petista defende a mudança do curso para os bairros, porque acredita que a maioria dos estudantes residem na periferia.

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Já Pereira não aceita e justifica que o governo que tirar o EJA do Cônego Torres para privilegiar o Instituto Federal de Educação (IF Sertão) que utiliza o Cônego Torres como apoio. “Querem fazer isso com o EJA porque são alunos pobres. Só isso”, disparou Pereira.

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Josimar Santos; “Os filhos de Edmar com certeza estudam em escola particular”

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Gabrieli: “A mudança foi uma atitude absurda”

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