Do Metrópoles

O estado de São Paulo abre as portas da primeira casa-abrigo do poder público para a população LGBTI+ no Brasil. A Casa de Acolhimento às Pessoas LGBTQIA+ Ricardo Corrêa da Silva fica em Araraquara. O nome da instituição é uma homenagem ao artista conhecido como Fofão da Augusta, que nasceu na cidade do interior de São Paulo.

O endereço do abrigo é Rua Voluntários da Pátria, 3340, Santa Angelina, em Araraquara. A inauguração do local ocorrerá em julho seguindo as comemorações do Mês do Orgulho LGBTQIA+.

O serviço municipal vai atender a população LGBTQIA+ que esteja em risco ou em situação de rua e sem condições de autossustento.

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Quem quiser ser atendido pela casa deve pedir encaminhamento no Centro de Referência e Resistência LGBTQIA+ Nivaldo Aparecido Felipe de Miciano (Xuxa), localizado no centro de Araraquara.

“Nós estamos vivendo esse dia histórico para as políticas públicas: a construção da primeira casa pública de acolhimento à comunidade LGBTQIA+”, comemorou o prefeito da cidade, Edinho Silva, na quinta-feira (30/6).

A operação da Casa Ricardo Corrêa da Silva será em parceria com a organização da sociedade civil Casa Chama, que acolhe pessoas trans na capital paulista. A ONG divulgou em sua rede social que serão disponibilizadas 12 vagas.

Segundo a Casa Chama, serão oferecidas também atividades socioculturais para gerar autonomia para as pessoas acolhidas.|

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Fofão da Augusta

Ricardo Corrêa da Silva nasceu em Araraquara e se mudou para a capital de São Paulo aos 21 anos de idade, em 1978. Ele trabalhou cabelereiro, mas se tornou conhecido por sua performances entregando panfletos de peças de teatro na Rua Augusta, no centro de São Paulo.

O artista era associado ao personagem Fofão devido às sequelas que tinha por ter aplicado silicone industrial no rosto. A trajetória de Ricardo foi contada pelo jornalista Chico Felitti em reportagem publicada pelo BuzzFeed News e, posteriormente, no livro Ricardo e Vânia.

O artista morreu em 15/12/2017, vítima de uma parada cardíaca. Ricardo passou o fim de sua vida sofrendo de esquizofrenia e morando em um hotel na região da Cracolândia, na capital paulista.

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