ST recebe animais em extinção e vira referência

Fotos: Álvaro Severo, especial para o Farol 

Publicado às 05h47 deste sábado (11)

Nessa sexta-feira (10), a reportagem do Farol de Notícias entrevistou Álvaro Severo, serra-talhadense e ambientalista, que vem acompanhando o projeto Serra Grande. O projeto é realizado na zona rural de Serra Talhada em duas comunidades do distrito de Caiçarinha da Penha, e tem como objetivo facilitar a introdução de técnicas sustentáveis. Assim como a conservação e regeneração do meio natural,  desenvolvimento econômico comunitário e sustentabilidade.

“É uma concepção da comunidade, onde vivem cerca de 300 famílias, a qual conta com diversos parceiros e colaboradores, dentre eles a Justiça Federal, Ibama, Universidade Federal Rural de Pernambuco – Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UFRPE – UAST), especificamente o  Centro de Recuperação de Áreas Degradadas CRAD, Agência Estadual de Meio Ambiente – CPRH, Agência Municipal de Meio Ambiente – AMMA, Associação Rural e instituições como Sebrae, Senac, Senai, algumas empresas e profissionais de diversas áreas diretas e transversais”, explicou Álvaro, detalhando:

Veja também:   Vereador abre fogo após Serra Talhada cair em ranking da saúde

“Em meio a produção de mudas de plantas da caatinga, utilização de técnicas agrícolas regenerativas, passamos a ser reconhecidos com uma área de soltura de animais silvestres, provenientes do Centro de Triagem de Animais Silvestres – CETAS Tangará, que faz um importante trabalho de reabilitação de animais silvestres, da caatinga, apreendidos em todo país, ou por entrega voluntária, os animais são recebidos e tratados pela equipe do CETAS e depois encaminhados para as áreas de soltura. Hoje, existem três áreas no estado e o projeto Serra Grande inicia como a quarta e mais jovem. O propósito é reestabelecer a diversidade da fauna da caatinga, afetada pela ação do homem, seja pelo desmatamento, caça e captura comercial dos animais”.

Veja também:   Moradores registram água salobra nas torneiras de ST

Álvaro ainda explica a importância da valorização do bioma Caatinga. “Contamos com o sistema educacional e a sociedade civil numa mudança de paradigma sobre a valorização e conservação do bioma e toda a sua diversidade. Os animais são agentes importantes na restauração e manutenção do bioma caatinga, pois são grandes dispersores de sementes e reguladores de espécies. Já foram liberadas mais de oitocentas aves, dentre elas, algumas ameaçadas de extinção e provenientes da operações contra o tráfico de animais silvestres, serpentes, jabutis, mocós também tem sido libertados na área de reserva do projeto. Atualmente, estamos acompanhando e aprendendo com o processo de reabilitação branda de um grupo de 28 porcos caititus, que vieram do estado de Sergipe. Já, no projeto, nasceram três filhotes serra-talhadenses, hoje são 31 animais que serão reintroduzidos a o ambiente natural”, relatou.

Veja também:   Homem ameça matar ex-esposa em Belmonte

ST recebe animais em extinção e vira referência

 

ST recebe animais em extinção e vira referência

ST recebe animais em extinção e vira referência