Do Metrópoles

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encaminhou às redes sociais, como Facebook, YouTube e Telegram, ao menos 1,5 mil links denunciados como conteúdo enganoso. O número é sete vezes maior que em 2020, quando a Corte registrou 181 publicações.

As informações foram obtidas por meio da Lei de Acesso à Informação pela Fiquem Sabendo, agência de dados especializada no acesso a informações públicas.

Entre os conteúdos denunciados, estão publicações dos dois candidatos apontados como favoritos para as eleições de 2022, Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de outras autoridades, como os deputados federais Kim Kataguiri (União Brasil), Eduardo Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL).O conteúdo do atual mandatário, sinalizado como enganoso, questionava a confiabilidade nas urnas eletrônicas. “Mas as urna eletrônicas não são confiáveis? Só no Brasil da esquerda!”, escreveu no Twitter. O post foi feito em outubro de 2017 e continua no ar.

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Já a publicação do ex-presidente Lula é uma foto de uma passeata realizada em Salvador em que aparecem pessoas duplicadas. Após o erro ter sido apontado por internautas, a equipe do petista admitiu ter imagens repetidas na foto, mas negou que houvesse a intenção de enganar o público.

Desinformação

O TSE criou o Programa de Enfrentamento à Desinformação em 2020, com o objetivo de combater a desinformação relacionada ao processo eleitoral. As denúncias são recebidas pelos canais de comunicação e, após análise, caso verificado conteúdo nocivo, o link é encaminhado às plataformas para aplicação de medidas cabíveis, como a remoção.

A Corte não informou quais são os critérios utilizados para avaliação das denúncias. Entre as publicações constam, inclusive, links da própria Justiça Eleitoral, artigos de opinião e reportagens feitas por veículos de imprensa tradicionais.

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