Da ISTOÉ

Nove em cada dez ucranianos podem enfrentar pobreza e extrema vulnerabilidade econômica se a guerra se prolongar no próximo ano, eliminando duas décadas de ganhos econômicos. Os dados são do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

Em entrevista à Reuters, Achim Steiner, representante da organização, diz estar trabalhando com o governo ucraniano para evitar um pior cenário de colapso da economia. O objetivo seria transferência de renda para a população e sustentar os serviços públicos.

“Se o conflito for prolongado, veremos as taxas de pobreza aumentarem significativamente”, disse.

Segundo relatório divulgado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) na última segunda-feira (14), é esperado que a economia da Ucrânia deve retrair 10% em 2022 como resultado da invasão da Rússia, mas as perspectivas podem piorar drasticamente se o conflito durar mais.

Também na última segunda, o Banco Mundial (instituição financeira internacional que efetua empréstimos a países em desenvolvimento), anunciou US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) em financiamento adicional para reforçar os serviços sociais da Ucrânia para pessoas vulneráveis.

O conflito na Ucrânia perdura, ainda que as rodadas de negociação de cessar-fogo estejam acontecendo diariamente. Mesmo com alarmes de emergência soam em várias cidades ouvidos nesta quarta-feira (16), os negociadores enxergam perspectiva de avanço.

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