Do JC NE-10

Foto: Welligton Lima/JC Imagens

A manhã deste domingo (3) em Porto de Galinhas, no Litoral Sul de Pernambuco, teve um melhor movimento de pessoas. Mas o tempo nublado e o temor pelos dias de protesto registrados na última semana mantiveram boa parte do público ainda longe do balneário, que costuma ter os finais de semana lotados.

A morte de Heloysa Gabrielly, de 6 anos, durante uma ação policial na última quarta-feira (30) foi o estopim para que moradores denunciassem truculência da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) às comunidades locais, que, segundo eles, muitas vezes acabam sendo vítimas da luta contra as articuladas facções criminosas da região, como a Trem Bala.

Desde então, estabelecimentos comerciais e serviços turísticos ficaram fora de funcionamento, paralisando a região mais turística do Estado. Lojas só voltaram a reabrir na tarde da última sexta-feira (1º), em ritmo ainda lento. Neste sábado (2), tudo já havia retornado ao funcionamento.

Itauane Vitória da Silva, que tem uma barraca à beira-mar, em Muro Alto, montou o comércio logo cedo, na manhã do sábado. “O movimento ainda está ruim, mas tenho esperança que volte ao normal”, comentou. “Foram dias difíceis. Eu não montei a barraca, preferi não arriscar. Não sei de onde veio a ordem de não abrir. Só obedeci”, afirmou Itauane.

Os dias de manifestações fizeram com que o Governo de Pernambuco instalasse um centro de comando e controle avançado, com representantes das Polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros, na praia de Porto. O espaço funcionará na Central de Monitoramento do Ipojuca.

O balneário ainda está repleto de policiais; o que, para algumas pessoas com quem a reportagem da TV Jornal conversou, como moradores, é motivo de reclamação, e, para outras, principalmente turistas, de agradecimentos. No Centro, os buggeiros e guias já estavam de volta em busca de turistas. Na praia, jangadas partiam em direção às piscinas naturais. Até os mergulhos voltaram a acontecer.

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