Cerca de 1500 pessoas são presas em acampamento bolsonarista

Do JC Online

Cerca de 1500 pessoas foram presas na manhã desta segunda-feira (9). O grupo estava em um acampamento no Quartel Geral do Distrito Federal.

As prisões foram decretadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes após as invasões antidemocráticas que aconteceram em Brasília.

O grupo de terroristas apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiu e destruiu os prédios dos Três Poderes nesse domingo (8).

GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL É AFASTADO

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi afastado do cargo na madrugada desta segunda-feira (9), conforme decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O ministro decidiu afastar o governador do Distrito Federal do cargo por 90 dias.

“A escalada violenta dos atos criminosos resultou na invasão dos prédios do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, com depredação do patrimônio público, conforme amplamente noticiado pela imprensa nacional, circunstâncias que somente poderiam ocorrer com a anuência, e até participação efetiva, das autoridades competentes pela segurança pública e inteligência, uma vez que a organização das supostas manifestações era fato notório e sabido, que foi divulgado pela mídia brasileira”, escreveu Moraes na decisão.

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QUANTAS PESSOAS FORAM PRESAS EM BRASÍLIA?

As 1500 pessoas presas nesta segunda-feira foram levadas pela polícia em um comboio de 40 ônibus para a superintendência da Polícia Federal.

Segundo o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, o número de pessoas detidas no domingo foi de 400. No entanto, a Polícia Civil confirmou 300.

“Todos estão sendo encaminhados ao edifício-sede de nossa instituição. Estão sendo identificados e ouvidos nos autos do inquérito que investiga todos os atos criminosos ocorridos esta tarde na Esplanada dos Ministérios”, informou a Polícia Civil.

PRESOS EM BRASÍLIA

A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal informou que criminosos dos Três Poderes em Brasília começaram a ser transferidos para unidades prisionais na manhã desta segunda-feira (9).

Os homens serão levados para o Complexo da Papuda e as mulheres para a Colmeia, Penitenciária Feminina do Distrito Federal. Ainda não há informações sobre quantos presos já chegaram nos presídios.

Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, em coletiva de imprensa, todos que participaram dos atos golpistas serão punidos.

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Flávio Dino ainda destacou que as penas para os terroristas podem chegar a 20 anos de reclusão.

O QUE ESTÁ ACONTECENDO EM BRASÍLIA?

Bolsonaristas invadiram na tarde deste domingo (8) a sede dos três Poderes da República e deixaram um rastro de destruição pelos principais edifícios de Brasília.

Sem atuação ostensiva da Polícia Militar, vândalos pediram intervenção militar e a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, em reação, decretou intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal.

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A passeata começou por volta das 14 horas e tinha por objetivo levar o caos para uma tomada de poder. Perto das 15 horas, o grupo desceu pelo Eixo Monumental, furou, sem resistência, o bloqueio da PM e ocupou gramado, rampas, acessos e teto do Congresso. Houve a primeira invasão, com cenas de vandalismo no Senado e na Câmara.
Em seguida, pela Praça dos Três Poderes, transformada em campo de batalha, os radicais tomaram o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF). Quebraram vidraças, entraram em gabinetes e depredaram obras de arte. Houve focos de incêndio.
Os plenários de Câmara, Senado e STF foram ocupados. Exibiram como troféu a porta do armário onde fica a toga do ministro Alexandre de Moraes – visto como algoz por bolsonaristas. Tudo foi transmitido em redes sociais, ao vivo, pelos invasores.
Do lado de fora do Congresso, os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro aplaudiram PM. Transmissões ao vivo, em redes sociais, mostraram os manifestantes chamando policiais de patriotas. Nas lives, os extremistas divulgavam os atos de vandalismo.
Houve cenas de leniência de PMs, que tiraram fotos com manifestantes e compraram água de coco, enquanto o tumulto se formava.
Os atos de cunho golpista foram controlados pelas forças de segurança – PM, Polícia Civil, Força Nacional de Segurança, Polícia Federal e Polícia do Exército – cerca de três horas e meia depois.
Os bolsonaristas agrediram, ainda, policiais, que reagiram com bombas de gás, spray pimenta e cavalaria. O primeiro prédio liberado foi o do STF, depois Planalto e Congresso. Do alto, um helicóptero da PF também fazia disparos e foi usado jato d’água.