A delegacia, fechada por dias seguidos, sugere a tranquilidade rotineira do município de Sossego (PB), a 240 km de João Pessoa. Em casos de emergência, o delegado da área, que atende municípios vizinhos como Picuí, Cuité e Barra de Santa Rosa, se desloca para lavrar um flagrante, mas vai embora em seguida, sem previsão de retorno à pacata cidade.

Com cerca de 3.500 habitantes, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Sossego registra índices de criminalidade baixíssimos, segundo dados da Polícia Militar. “Não vou dizer que não há roubos e furtos, mas são poucos”, afirma o tenente-coronel Afonso Galvão, comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar, responsável pela segurança local.

Ele, que está há 26 anos na corporação, diz que é o tipo de cidade onde qualquer policial gostaria de trabalhar. “Os índices são invejáveis. Se toda cidade tivesse a calmaria que a gente encontra aqui, a situação no país seria outra.”

A tranquilidade, contudo, foi interrompida no início de dezembro com a morte de um jovem de 25 anos, suspeito de roubar um sítio e bater na cabeça de uma criança com um revólver. Segundo a polícia, no dia seguinte, o dono do sítio e pai da criança agredida resolveu vingar a violência com mais violência. Colocou uma arma na cintura e foi à casa do acusado em busca de vingança.

Após matar o suposto bandido, fugiu –e continua foragido até o momento. “Foi um caso muito pontual. Tão pontual que a população e até a própria polícia se surpreendeu”, explica o tenente-coronel.

O homicídio foi apenas o primeiro registrado desde 2011, quando aconteceu outro assassinato, também por arma de fogo, em consequência de um desentendimento anterior entre vítima e criminoso. Segundo a polícia, um homem chegou à frente de uma casa onde outros dois jovens conversavam e atirou à queima-roupa.

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