Fim do saque do FGTS revolta trabalhadores
Fim do saque do FGTS que libera mais de R$ 3 mil se aproxima e trabalhadores se revoltam (Foto: Jeane de Oliveira/ FDR)

Por FDR Notícias

fim do saque do FGTS na modalidade aniversário é defendida por Luiz Marinho desde o ano passado. A opção que dá ao trabalhador o direito de receber até 50% do valor do seu Fundo de Garantia uma vez ao ano, foi criada em 2020 pelo governo de Jair Bolsonaro (PL). E embora Marinho afirme que os trabalhadores estão insatisfeitos, pesquisam mostram o contrário.

Por que o governo quer o fim do saque-aniversário do FGTS?

A grande crítica de Luiz Marinho é sobre a regra que bloqueia o saldo do Fundo de Garantia em caso de demissão sem justa causa.

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Isso significa que se o trabalhador for dispensado da empresa, ele perde o direito de receber tudo o que ficou acumulado na conta durante o tempo trabalhado, caso tenha aderido a modalidade de saque-aniversário do FGTS. Recebendo apenas a multa de 40%. Ainda há carência de dois para voltar a modalidade de rescisão.

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“Se a gente não acabar com o saque-aniversário, a gente não resolve o problema desses trabalhadores, que necessitam, desejam daquele recurso. Mas a lei criada no governo anterior impede que ele receba. Nós precisamos de mudança nessa lei”, defendeu o ministro.

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Trabalhadores querem o fim do saque do FGTS anual?

Diferente do que o ministro do Trabalho diz, pesquisas recentes mostram que na verdade os trabalhadores são contra o fim do saque-aniversário do FGTS. Os levantamentos foram realizados pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e pela Zetta, associação de empresas de tecnologia que oferecem serviços financeiros digitais, foram entrevistadas mais de 6,5 mil pessoas na primeira quinzena de março.

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De acordo com os resultados:

  • 90% deles consideram importante ou muito importante o empréstimo via antecipação do FGTS;
  • 80% dos entrevistados querem ter liberdade para utilizar o dinheiro do FGTS quando considerarem melhor;
  • 70% ficariam insatisfeitos se o saque-aniversário não existisse mais.
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A pesquisa da ABBC também mostrou que 45% dos entrevistados usaram o dinheiro da antecipação do saque-aniversário para quitar dívidas que estavam atrasadas. .