Do Metrópoles

 

No último sábado (30/7), uma operação dos Estados Unidos no Afeganistão matou um dos líderes da rede terrorista Al-Qaeda, Ayman Al-Zawahiri. A informação foi divulgada na segunda (1º), pelo presidente americano Joe Biden.

Al-Zawahiri foi atingido por dois mísseis disparados por um drone enquanto estava na varanda de casa. De acordo com autoridades americanas, que o monitoravam há meses, ele costumava ficar no aposento durante horas.

O presidente Biden afirmou em pronunciamento que o serviço de inteligência do país localizou o líder terrorista no início do ano. Ele teria se mudado para uma residência no centro de Cabul, junto a sua esposa, filha e netos.

O planejamento durou meses. “O presidente recebeu atualizações sobre o desenvolvimento do alvo ao longo de maio e junho”, detalhou um funcionário do governo americano. Em 1º de julho, Biden recebeu um briefing sobre a operação.

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“Depois de avaliar, cuidadosamente, uma evidência clara e convincente de sua localização, eu autorizei um ataque de precisão que o tiraria do campo de batalha de uma vez por todas”, disse o líder americano. “Esta missão foi cuidadosamente planejada para minimizar rigorosamente o risco de danos a outros civis.”

A operação não provocou nenhuma explosão, nem atingiu outros membros da família e civis da região.

Quem era Aymnan al-Zawahiri

Médico de origem egípcia, Aymnan al-Zawahiri era sucessor de Osama bin Laden na liderança do grupo desde a morte do terrorista, em 2011.

Al-Zawahiri estudou medicina na Universidade do Cairo, no Egito. À época, ele já se envolvia em atividades clandestinas e pequenos grupos extremistas.

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O egípcio conheceu a esposa no fim da década de 1970. Segundo o autor Lawrence Wright, que escreve sobre a história da Al-Qaeda, ao se casar, Al-Zawahiri só tinha visto o rosto da mulher uma única vez. A mulher morreu em outubro de 2001.

Uma das redes das quais o egípcio participou foi a Al Jihad. O grupo defendia a ideia de que o governo do país não seguia as leis islâmicas.

Al-Zawahiri chegou a ser preso após operação coordenada pelo novo presidente egípcio, Hosni Mubarak, após a morte de Sadat. Lá, ele foi torturado.

O terrorista saiu da prisão em 1984 e viajou para o Paquistão, onde conheceu Osama bin Laden.