Fotos: Celso Augusto/Farol de Notícias

Publicado às 05h38 desta sexta-feira (8)

Durante essa quinta-feira (7), Dia Mundial da Saúde, cerca de 100 profissionais da enfermagem de Serra Talhada se reuniram no pátio do Hospital Agamenon Magalhães – Hospam em ato de paralisação pela aprovação do piso salarial da categoria através da PL 2564/2020. A paralisação teve início às 9h e término às 15h.

A reportagem do FAROL esteve no local e conversou com as três enfermeiras organizadoras da paralisação em Serra Talhada. Elas afirmaram que as paralisações ocorrem em todo o país e em todo o estado de Pernambuco está em manifestação pela aprovação do piso da enfermagem.

”A enfermagem é a maior categoria da saúde, a estrutura de um hospital, o alicerce de todas as instâncias de assistência a saúde e nós não temos o piso salarial. Já faz algum tempo por esse piso e tem o Projeto de Lei 2564, está tramitando, já passou pelo Senado está agora na Câmara de Deputados. Já foi aprovado na Câmara de Deputados para ser votado com urgência e ainda aguardamos que o presidente da Câmara, Artur Lira, paute com urgência nosso projeto de lei. Hoje, o técnico de enfermagem concursado do governo do estado de Pernambuco ganha R$ 740 reais, ou seja, menos de um salário mínimo para cuidar de vidas”, disse Joyce Siqueira, enfermeira há 12 anos, acrescentando:

”Então, estamos na luta pela aprovação do Projeto de Lei 2564. O piso que estamos lutando hoje é para toda a categoria de enfermagem que abrange o técnico, a parteira, o auxiliar de enfermagem e enfermeiros. Toda a atenção básica está envolvida na paralisação, o pessoal da atenção básica, de hospitais, estudante de enfermagem. Nunca houve uma paralisação a nível de Brasil, hoje Pernambuco está paralisando, mas as manifestações estão acontecendo em vários dias a nível nacional. Todos estão se mobilizando para a aprovação do piso salarial.”.

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”Hoje é comemorado o Dia Mundial da Saúde, então é bem pertinente essa paralisação, em7 de abril, para mostrar como o trabalho da enfermagem é importante dentro do serviço de saúde. Sem falar que durante essa pandemia fomos a categoria que mais morreu profissionais e que esteve mais exposta”, completou Bárbara Pereira, enfermeira há 8 anos.

APOIO E PRÓXIMOS PASSOS

Em conversa com o Farol, Deise Martins, enfermeira há 8 anos, afirmou que a paralisação não foi ideia da enfermagem da ponta, veio de orientações dos Conselhos Regionais de Enfermagem, do Cofen, Conselho Federal de Enfermagem e também dos sindicatos. A categoria está recebendo total apoio para lutar pela causa e pretendem continuar lutando caso a aprovação continue sendo postergada.

”Vamos continuar cobrando, principalmente das lideranças políticas, existem técnicos de enfermagem lideranças de sindicatos que estão lá diariamente na porta dos deputados, na porta do presidente da Câmara cobrando a aprovação desse piso porque é algo imoral, você receber menos que um salário mínimo. Nada mais justo e digno do que um profissional que é responsável em todos os níveis de assistência receber um salário tão baixo e o salário de Pernambuco é o pior salário do Brasil”, lamentou Joice Siqueira.

SERVIÇOS DURANTE A PARALISAÇÃO

Os serviços não param totalmente durante a paralisação, no entanto, os procedimentos, realizados no Hospam, que não são de urgência não serão realizados com brevidade, ou seja, demorarão mais do que o habitual devido a está atendendo com percentual de profissionais reduzido devido à paralisação.