ManuPor Emmanuelle Silva, estudante de Letras na UFRPE/Uast, militante social e repórter do FAROL

Gostaria de começar essa opinião agradecendo a repercussão e o debate gerado na última discussão proposta aqui no FAROL. Os comentários dos leitores construíram um debate fundamental para o nosso trabalho e nortearam as temáticas que seguirão. Nessa terça-feira (07) foi o dia do jornalista, parabéns a todos os colegas que buscam informar as pessoas com responsabilidade na Capital do Xaxado, em especial aos meus editores Giovanni Sá e Giovanni Filho.

Pensando no panorama do Jornalismo em Serra Talhada e a vontade dos leitores em expressar suas opiniões que proponho o debate. Quais são os limites da veiculação da informação em espaços midiáticos? Até onde vai o direito do leitor de colocar sua opinião? O mês de abril está sendo decisivo na concretização de ações em combate à violação de direitos humanos na internet. O governo federal implantará medidas para tentar coibir o bullying, os preconceitos e as violações aos direitos de todos os usuários da rede.

Em matéria do site G1 Dilma Rouseff declarou: “A internet que queremos só é possível em um 20130710124219_cv_dilma_gdecenário de respeito aos direitos humanos, em particular à privacidade e a liberdade de expressão. Os direitos que as pessoas têm off-line também devem ser protegidos on-line”. Concordo com a nossa presidenta, as pessoas têm realmente todo direito a liberdade de expressão, no entanto o direito de um esbarra e se entrelaça no direito do outro, temos que ter, no mínimo, bom senso para escolher bem as palavras que proferimos, seja na escrita ou na oralidade.

Os sites de jornais e revistas no mundo da internet têm apontado uma forte tendência de como fazer Jornalismo na contemporaneidade. E essa tendência dá ao leitor a oportunidade de estar sempre presente na construção do trabalho, assim como desengessa o trabalho do profissional do Jornalismo. O espaço é democrático. Contudo, repleto de diretrizes éticas que devem ser obedecidas tanto por quem escreve, quando por quem lê.

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Ilustracao_Tezza_11-05Os espaços de debate on-line e as redes sociais são campões na propagação de discursos de ódio, de violência, preconceito e bullying. Nisso eu vejo duas interpretações inadequadas, a primeira é do Artigo 19° da Declaração dos Direitos Humanos, quando diz que “todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão” e a Constituição Federal enuncia o mesmo no Artigo 5º, parágrafos IV e IX. Todos têm o direito de expressar o que pensa, porém de maneira cautelosa para não agredir as crenças, a ideologia, o posicionamento político e outras particularidades dos outros que os cercam. Como dizem: quem perde a linha, perde a razão. Cuidado ao dizer!

Não sou jornalista de formação, mas o pouco que estou aprendendo sobre já entendi que é antiético divulgar fotos e nomes de menores de idade; repercutir informações que não sejam de fontes oficiais (polícia, hospitais, autoridades governamentais, políticos etc.) e creio que o pior deles seja o sensacionalismo sanguinolento. Fotos explícitas e carregadas de sangue de suicídios, homicídios e acidentes. As pessoas de estômago forte e curiosidade aguçada adoram esse tipo de matéria, mas essa questão e as demais que citei acima esbarram, também, na violação de direitos humanos.

Diante de tantas mortes em Serra Talhada as redes sociais fervem com tantas fotos e veiculação de jornalismo1informações extraoficiais que acabam repercutindo em alguns meios de informação da cidade, da região e do estado. Esse tipo de trabalho acaba comprometendo os vários outros veículos de rádio e jornais online que chegam depois com a notícia, mas embasados nos discursos de autoridade, buscando chegar o mais próximo da verdade dos fatos. Todos têm responsabilidade sobre os seus atos, sejam eles físicos ou verbais.

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Vamos ao debate!